Vale (VALE3) firma acordo para construir 1º navio transoceânico movido a etanol

O acordo prevê contratos de 25 anos para a construção inicial de dois navios.

Publicado em 10/04/2026 às 07:38h Publicado em 10/04/2026 às 07:38h por Elanny Vlaxio
As embarcações podem operar também com metanol e óleo pesado (Imagem: Divulgação/ Vale)
As embarcações podem operar também com metanol e óleo pesado (Imagem: Divulgação/ Vale)
🚢 A Vale (VALE3) firmou um acordo de afretamento com a Shandong Shipping Corporation para a construção de novos navios Guaibamax movidos a etanol, com entregas previstas a partir de 2029. Esta será a primeira vez que o etanol será utilizado como combustível principal em uma embarcação transoceânica.
O projeto tem potencial para reduzir em cerca de 90% as emissões de carbono em comparação ao óleo combustível pesado, tradicionalmente usado na navegação. A medida reforça a estratégia da mineradora de reduzir emissões em sua cadeia de valor e impulsionar a descarbonização do setor marítimo.
O acordo prevê contratos de 25 anos para a construção inicial de dois navios, com possibilidade de expansão para novas embarcações. Os modelos serão da segunda geração Guaibamax, com 340 metros de comprimento e capacidade de 325 mil toneladas. Além disso, as embarcações podem operar também com metanol e óleo pesado.
"A utilização do etanol como combustível nos navios que transportam o nosso minério, aliada à adoção de velas rotativas para aproveitamento da energia eólica, permitem que a Vale esteja em uma posição única para a transição energética no transporte marítimo global nas próximas décadas, ao mesmo tempo em que impulsionam iniciativas semelhantes no setor", diz Rodrigo Bermelho, Diretor de Navegação da Vale.
👀 Considerando todo o ciclo do combustível, do poço ao hélice, o etanol, especialmente o de segunda geração, pode reduzir aproximadamente 90% das emissões de carbono frente ao óleo pesado. A adoção do biocombustível pela companhia também avança em outras frentes logísticas, com testes em caminhões e locomotivas da Ferrovia Vitória a Minas.
Ainda segundo a empresa, os novos navios seguirão um padrão semelhante a outros 10 já encomendados, com sistema bicombustível, cuja entrega começa em 2027. A nova geração do Guaibamax contará com cinco velas rotativas, motores mais eficientes, dispositivos hidrodinâmicos, gerador de eixo, inversores de frequência e pintura de silicone, entre outras soluções. 

Inovação na Vale

Essas inovações fazem parte do programa Ecoshipping, iniciativa de pesquisa e desenvolvimento da Vale voltada à descarbonização da indústria marítima e ao aumento da eficiência da frota. Atualmente, a empresa já opera navios Valemax de primeira geração desde 2011, de segunda geração desde 2018, além dos Guaibamax desde 2019, embarcações que estão entre as mais eficientes do mundo.
Desde 2020, a companhia investiu cerca de R$ 7,4 bilhões (US$ 1,4 bilhão) em iniciativas para reduzir emissões de Escopo 1, 2 e 3. A companhia também estabeleceu a meta de cortar em 15% as emissões de Escopo 3 até 2035, especialmente aquelas ligadas à cadeia de valor, onde o transporte marítimo tem papel relevante.

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