Raízen (RAIZ4): Shell propõe aporte de R$ 3,5 bilhões para evitar cisão, diz jornal
A dívida líquida da Raízen encerrou o último trimestre em R$ 55,3 bilhões, aumentando a pressão por medidas de redução da alavancagem.
A Raízen (RAIZ4) teve uma moagem recorde de 84,2 milhões de toneladas de cana de açúcar na safra 2023/24. O preço médio do etanol, no entanto, caiu no período, segundo dados operacionais publicados nesta terça-feira (23).
📈 O resultado da moagem de cana subiu 15% em relação à safra anterior e foi obtido que a companhia processou 1,1 milhão de toneladas no quarto trimestre do ano-safra 2023/24.
O resultado trimestral teve um salto de 266% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando a moagem totalizou 300 mil toneladas de cana.
A Raízen dedicou 28% da cana obtida no quarto trimestre da safra 2023/24 para a produção de açúcar e os outros 72% para a produção de etanol.
O mix de produção revela um aumento da participação do etanol na produção da companhia. É que o combustível respondeu por 64% da produção no mesmo período da safra anterior e por 50% no trimestre anterior.
⛽ O preço médio do etanol, no entanto, caiu no período. Foi de R$ 3.481 por metro cúbico no quarto trimestre da safra 2022/23, mas variou entre R$ 2.350 e 2.500 no mesmo período da safra 2023/24.
Segundo a Raízen, a queda reflete a "maior oferta do mercado de etanol de cana e milho no país e nível atual de paridade de preço no setor de distribuição de combustíveis".
Já as vendas de etanol subiram de 1,605 milhão para 1,675 milhão de metros cúbicos no período.
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Com a alta da moagem de cana, a companhia prevê a fabricação de 130 mil a 150 mil toneladas de açúcar no quarto trimestre da safra 2023/2024. No mesmo período da safra anterior, a produção totalizou 38 mil toneladas.
A Raízen também registrou uma alta das vendas e do preço médio do açúcar no trimestre.
As vendas passaram de 2,333 milhões para 2,917 milhões de toneladas. Já o preço médio foi de R$ 2.356 por tonelada no quarto trimestre da safra 2022/2023 e deve ficar entre R$ 2.350 e R$ 2.450 no mesmo período da última safra.
Na prévia operacional, a Raízen disse que foi possível realizar os preços de açúcar fixados para o período, "mantendo nível de retorno elevado, em um ciclo mais favorável".
A companhia vai apresentar os resultados auditados do quarto trimestre do ano-safra 2023/2024 no próximo dia 13 de maio de 2024, após o fechamento do mercado.
A dívida líquida da Raízen encerrou o último trimestre em R$ 55,3 bilhões, aumentando a pressão por medidas de redução da alavancagem.
Segundo o banco, a Raízen pode reequilibrar sua estrutura de capital por meio de aumento de capital e/ou venda de ativos.
Apesar da correção, o saldo segue positivo na semana, com o principal índice da B3 avançando 1,92%, acumulando alta de 2,81% em fevereiro.
A lógica da cisão seria isolar riscos, dar maior transparência às operações e facilitar a atração de capital para cada unidade.
Empresa diz que resultado foi pressionado por efeitos pontuais, mas mercado mantém cautela.
Fitch, S&P e Moody's cortaram a nota de crédito da Raízen após a empresa contratar assessores financeiros.
A companhia deve avaliar "opções estratégicas" para otimizar a sua estrutura de capital.
Um dos principais gatilhos para a queda foi a confirmação da aquisição da participação da japonesa Sumitomo na Raízen Biomassa.
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