Dividendos da Petrobras (PETR4) podem decepcionar no 4T25, alerta BTG
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
A Petrobras (PETR4) anunciou nesta segunda-feira (28) que o preço do gás natural para distribuidoras será reduzido em 14%, em média, a partir de agosto, em relação ao trimestre anterior. A queda reflete a retração do petróleo Brent e a valorização do real frente ao dólar. Com a decisão, as ações da PETR4 subiam 0,91%, a R$ 32,27, às 11h55 (horário de Brasília).
💰 Segundo o comunicado, o preço da molécula do gás, revisado trimestralmente, teve como base uma queda de 11,0% no Brent e uma apreciação cambial de 3,2%. Com essa nova redução, o preço médio da molécula acumula uma baixa de 32% desde dezembro de 2022, segundo a estatal.
A decisão chega um mês após a empresa reduzir os preços da gasolina para distribuidoras. O preço médio da gasolina A foi reduzido para R$ 2,85 por litro, uma queda de R$ 0,17. Com o reajuste anunciado, a petroleira acumulou uma redução de R$ 0,22 por litro nos preços da gasolina para distribuidoras desde dezembro de 2022. Isso equivale a uma redução de 7,3% no valor.
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Segundo a Petrobras, o valor final pago pelo consumidor pelo gás natural leva em conta, além do preço da molécula, os custos de transporte até a distribuidora, o portfólio de suprimento e as margens praticadas por cada concessionária, bem como os tributos federais e estaduais.
💸 "O preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela companhia, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens (e, no caso do GNV – Gás Natural Veicular, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais", diz o comunicado.
"A Petrobras informa que em 01/08/25, conforme os contratos acordados pela Companhia com as distribuidoras, os preços de venda da molécula de gás serão atualizados, com redução média de cerca de 14% em relação ao trimestre anterior.
Os contratos com as distribuidoras preveem atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás e vinculam esta variação, para cima ou para baixo, às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio R$/US$. Para o trimestre que inicia em agosto de 2025 a referência do petróleo Brent caiu 11,0% e o câmbio teve apreciação de 3,2% (isto é, a quantia em reais para se converter em um dólar reduziu 3,2%).
Importante destacar que as variações por distribuidora dependem dos produtos contratados com a Petrobras, e que considerando os mecanismos criados pela empresa, em 2024, dos prêmios por performance e de incentivo à demanda é possível ampliar a redução no preço da molécula.
Desde dezembro de 2022, o preço médio da molécula vendido às distribuidoras acumula uma redução da ordem de 32%, incluindo o efeito da redução de agosto. Considerando a aplicação integral dos prêmios, a redução acumulada média poderia atingir mais de 33%.
A Petrobras ressalta que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela companhia, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens (e, no caso do GNV – Gás Natural Veicular, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais."
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
Por volta das 12h, os papéis preferenciais PETR4 subiam 2,54%, negociados a R$ 38,29, liderando os ganhos do Ibovespa.
Segundo comunicado, os acordos firmados podem resultar na comercialização de até 60 milhões de barris de petróleo brasileiro.
O objetivo é compensar o declínio natural de campos mais antigos e reforçar a presença da companhia.
A estatal também reforçou que o valor pago pelo consumidor final não depende apenas do preço da molécula do gás comercializado.
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