Após aval da ANP, Petrobras (PETR4) prepara volta à Margem Equatorial
Segundo a companhia, a retomada das atividades está condicionada ao cumprimento integral das exigências regulatórias.
Nesta terça-feira (6), a Petrobras (PETR4) emitiu um comunicado informando que deve paralisar as atividades de perfuração na Foz do Amazonas por pelo menos 10 dias. Segundo a estatal, o motivo é um vazamento que foi registrado a cerca de 2,7 mil metros de profundidade, com descarga direta para o mar.
"Foi identificada perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá", disse a companhia por meio de nota.
O acidente foi descoberto durante uma inspeção de superfície, atividade que é realizada por um robô submarino. Estima-se que 14,945 m³ de fluido de perfuração tenham sido vazados, mas o incidente já tenha sido controlado pela petrolífera.
"A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração", continuou.
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No ano passado, o Ibama concedeu licença para a companhia explorar a Bacia da Foz do Amazonas, localizada na parte norte do país. A autorização permite que a empresa alcance uma profundidade de até 7 mil metros abaixo da água na tentativa de encontrar novas reservas de petróleo e gás.
Estima-se que a região possa ter um potencial de 6,2 bilhões de barris de óleo, o que aumentaria de forma exponencial as reservas atuais do Brasil. Todo o processo de investigação deve durar cinco meses, conforme destaca a Petrobras.
Na tarde desta terça, os papéis da petrolífera operam com baixa de quase 1%, como resultado da reação do mercado ao vazamento. Por volta das 15h, as ações da empresa eram negociadas abaixo dos R$ 30, conforme informações da B3.
Segundo a companhia, a retomada das atividades está condicionada ao cumprimento integral das exigências regulatórias.
Segundo a diretora de exploração da estatal, a Petrobras avalia explorar petróleo na Venezuela, mas os riscos ambientais preocupam.
A estatal vai pagar R$ 0,48 por ação em JCP, com base nos resultados do 3º trimestre de 2025.
A alta levou o índice ao segundo maior fechamento da história, atrás apenas do registrado em 11 de fevereiro.
EUA já liberaram cinco multinacionais a retomar a exploração de petróleo na Venezuela.
A rota marítima concentra 20% das exportações mundiais de petróleo, vital para países árabes.
A Petrobras realiza o pagamento de dividendo bruto de R$ 0,472 por ação, tanto para os papéis ordinários quanto para os preferenciais.
JCP sobe para R$ 0,480 por ação e será pago em duas parcelas.
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