Petrobras (PETR4) fecha 2025 com a maior produção da sua história; 4 milhões de barris
A estatal produziu 3,109 milhões de boe/d no 4T25, volume praticamente estável ante o trimestre anterior, com recuo de 1,1%.
A Petrobras (PETR4) apresenta os resultados do terceiro trimestre de 2025 nesta quinta-feira (6), após o fechamento do mercado.
A expectativa do mercado é de que a estatal lucre menos que no mesmo período de 2024, devido ao recuo dos preços internacionais do petróleo. Mas, ainda assim, libere dividendos robustos para os seus acionistas, graças aos dados fortes de produção do trimestre.
⛽ A produção de petróleo da Petrobras subiu 18,4% no terceiro trimestre de 2025, chegando a 2,52 milhões de barris por dia.
De acordo com a estatal, a alta se explica pelo avanço operacional de novas plataformas de petróleo, pela maior eficiência operacional nas Bacias de Campos e Santos e também pelo menor volume de perdas por paradas e manutenções.
Contudo, os preços internacionais do petróleo giraram em torno dos US$ 68 o barril nesse período -um patamar ligeiramente melhor que o do trimestre anterior (US$ 66), mas que ainda está muito abaixo do registrado no mesmo período de 2024 (US$ 78).
Diante disso, o mercado espera que a Petrobras entregue dados sólidos nesta quinta-feira (6), mas inferiores ao do terceiro trimestre de 2024.
📉 XP e Santander projetam um lucro líquido de US$ 4,4 bilhões. Já o BTG Pactual vê o resultado chegando a US$ 5 bilhões. No mesmo período do ano passado, no entanto, a estatal lucrou US$ 5,8 bilhões.
Ainda assim, a Petrobras pode distribuir mais de R$ 10 bilhões em dividendos com base nos resultados do terceiro trimestre de 2025, se os cálculos do mercado estiverem corretos.
A Ativa Investimentos é a mais otimista. A casa projeta um dividendo de R$ 1,02 por ação, o que representa um DY (Dividend Yield) de 3,4% no trimestre.
💰 XP, BTG e Santander esperam que a estatal pague US$ 2,2 bilhões em dividendos no trimestre, o que corresponde a cerca de R$ 0,90 por ação e a um DY de até 3%.
Vale lembrar, no entanto, que a Petrobras não entregou os números esperados pelo mercado no segundo trimestre de 2025, devido a um aumento dos investimentos. Por isso, resta ver se desta vez as previsões estarão corretas.
A estatal produziu 3,109 milhões de boe/d no 4T25, volume praticamente estável ante o trimestre anterior, com recuo de 1,1%.
Estatal é alvo de infração por parte do Ibama, que identificou o derramamento de fluído oleoso.
A estatal comprou uma participação de 42,5% em um bloco exploratório de 11 mil km².
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
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