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💰 Enquanto o mundo lida com incertezas fiscais, a Gavekal aponta que os títulos públicos brasileiros são a "joia da coroa" para 2026.
Mesmo após um 2025 onde esses ativos entregaram retornos de 30%, a tese permanece vencedora porque as taxas de juros reais no Brasil permanecem em patamares historicamente elevados, criando um colchão de segurança e um retorno que poucos mercados emergentes conseguem igualar.
Além disso, o Real entra em 2026 com um desconto atrativo frente ao dólar, o que significa para o investidor estrangeiro um ganho duplo: o rendimento dos juros somado à provável valorização da moeda brasileira.
A expectativa de que o Banco Central brasileiro inicie ou mantenha um ciclo de queda de juros em 2026 valoriza os títulos já emitidos, gerando ganho de capital para quem se posicionar agora.
No mercado de commodities, o cobre é a aposta física do ano. A Gavekal acredita que o metal passará por um movimento explosivo de preços, chamado de parabólico, impulsionado pela expansão massiva das redes elétricas para suportar a Inteligência Artificial, pela corrida armamentista global e pela transição energética na Europa e Ásia.
No setor financeiro, os bancos dos EUA e da Zona do Euro devem superar o mercado.
Em solo americano, a desregulamentação da era Trump deve facilitar fusões e reduzir exigências de capital, enquanto no sul da Europa, a reaceleração da economia está transformando bancos italianos e espanhóis em máquinas de lucro com balanços sólidos.
Geograficamente, o Vietnã é a escolha estratégica para 2026. Com uma projeção de crescimento do PIB de 10%, o país deve ser promovido ao status de mercado emergente pleno em setembro, atraindo um fluxo automático de bilhões de dólares em fundos passivos.
Outro destaque vai para a indústria chinesa de baterias, como a líder CATL, que negocia a múltiplos considerados baratos para o ritmo de crescimento que entrega globalmente.
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A Gavekal foi contundente ao avaliar as criptomoedas como a grande decepção de 2025, tendendo a continuar sob pressão em 2026.
O relatório argumenta que a tecnologia blockchain ainda não provou utilidade cotidiana em escala, permanecendo restrita a esquemas especulativos que perdem força frente aos juros reais altos de outros ativos.
No setor de tecnologia, as fabricantes de semicondutores apresentam uma relação risco-retorno desfavorável.
As ações negociam com múltiplos elevados e enfrentam um gargalo energético crítico, já que a falta de eletricidade nos EUA para alimentar data centers pode desacelerar as vendas de chips.
As construtoras de casas nos EUA também devem sofrer em 2026. Mesmo com a queda nas taxas de hipoteca, as tarifas de importação de materiais e as restrições de mão de obra elevaram os custos de construção a níveis que tornam as residências inacessíveis.
Por fim, o relatório sugere distância dos títulos longos da Zona do Euro e das empresas de tecnologia da informação na Europa, que devem ser prejudicadas por juros longos mais elevados e um euro mais forte.
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Para navegar este ano, a estratégia da Gavekal sugere uma migração do crescimento especulativo para o valor e a renda real.
📊 A tabela abaixo resume as principais convicções da casa de análise para o período:
| Ativo |
Visão para 2026
|
Motivo Principal |
| Títulos públicos do Brasil | Compra |
Juro real elevado e moeda barata |
| Cobre | Compra |
Demanda de Infraestrutura e Defesa |
| Bancos Americanos | Compra |
Desregulamentação e corte de juros |
| Criptomoedas | Venda |
Falta de uso prático e excesso de fraude |
| Semicondutores | Venda |
Valuation esticado e crise de energia |
O ano de 2026 será de quem souber ler a economia real por trás dos gráficos de tela.
📈 Enquanto muitos buscam o próximo "foguete" digital, os grandes fundos estão olhando para o solo brasileiro e para a demanda física por energia e metais.
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