Nem Trump, nem Irã aceitam cessar-fogo e foco segue no Estreito de Ormuz

Durante coletiva de imprensa, presidente dos Estados Unidos disse que proposta iraniana não era 'suficiente'

Publicado em 06/04/2026 às 15:12h Publicado em 06/04/2026 às 15:12h por Lucas Simões
Caso o Irã não reabra logo o Estreito de Ormuz, Trump já sinaliza ataques (Imagem: Reprodução/The White House)
Caso o Irã não reabra logo o Estreito de Ormuz, Trump já sinaliza ataques (Imagem: Reprodução/The White House)
Tanto os Estados Unidos quanto o Irã rejeitaram a proposta de cessar-fogo pelo prazo de 45 dias. Isso porque o regime dos aiatolás exige o fim permanente dos conflitos armados, enquanto o presidente Donald Trump não considerou as exigências dos iranianos boas o suficiente.
Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (6), em meio à tradicional corrida dos ovos de Páscoa celebrada na Casa Branca, Trump taxou as tratativas para um cessar-fogo como significativas, mas que segue a contagem regressiva para o seu prazo de reabertura do Estreito de Ormuz, caso o governo iraniano não queira ver a destruição da infraestrutura civil do país. 
"Eles [as autoridades do Irã] fizeram uma proposta, uma proposta até que significativa. Foi um passo significativo. Só não foi o suficiente. Eles estão negociando agora [...] e nós veremos o que acontece", comentou Trump aos jornalistas presentes.
Por sua vez, a rejeição do Irã à proposta de cessar-fogo foi transmitida pelo Paquistão, país que vem intermediando as negociações diplomáticas entre iranianos e americanos. As exigências do Irã somam dez cláusulas, desde o fim permanente dos conflitos até um protocolo de passagem segura para os navios que cruzam o Estreito de Ormuz. 
Enquanto os iranianos também requerem a suspensão de sanções econômicas e dinheiro para a reconstrução das áreas atingidas pelos bombardeios conjuntos entre EUA e Israel, Trump voltou a ameaçar o regime dos aiatolás, caso nenhum acordo seja assinado entre os dois países até às 20h (horário de Washington) nesta terça-feira (7). 
"Se não fizerem isso, não terão pontes, não terão usinas de energia, não terão nada", disse Trump na coletiva de imprensa. Rapidamente, o mercado já reagiu às declarações do presidente americano. 
A cotação do petróleo tipo Brent, referência internacional usada pela Petrobras (PETR4), subia +1,61% e valia US$ 110,79 por barril. Já o petróleo americano WTI se apreciava +2,06%, alcançando a cifra dos US$ 113,83 por barril.