Ibovespa (IBOV) sente alívio da guerra e sobe 1,5%; dólar cai a R$ 5,22

Mercado reage a sinalização de acordo envolvendo os EUA e melhora apetite por risco.

Publicado em 25/03/2026 às 14:42h Publicado em 25/03/2026 às 14:42h por Wesley Santana
Ações da B3 também sentem impacto de dia positivo para renda variável (Imagem: Shutterstuck)
Ações da B3 também sentem impacto de dia positivo para renda variável (Imagem: Shutterstuck)

A bolsa de valores brasileira engata seu segundo dia consecutivo de alta acelerada nesta quarta-feira (25). Por volta das 14h, o Ibovespa (IBOV) operava com alta de 1,5%, aos 185,3 mil pontos, conforme dados da B3.

O movimento reflete um ânimo do mercado em relação ao desenrolar da guerra no Irã. Com os Estados Unidos sinalizando um acordo, os investidores estão menos cautelosos com ativos de risco, como as ações.

No mercado interno, o destaque vai para a Qualicorp (QUAL3), que vê seus papéis atingirem uma alta de 10% no pregão. A empresa vem se recuperando de uma baixa acentuada que obteve depois da divulgação de resultados de 2025.

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Na sequência, outros nomes de peso fazem a alegria do IBOV nesta quarta. É caso do Pão de Açúcar (PCAR3) e da MRV (MRVE3), que operam com alta de 9% e 8%, respectivamente, conforme informações da bolsa.

Já empresas como a Braskem (BRKM5) até tentam puxar o indicador para baixo, mas não conseguem. A empresa lidera entre as quedas do dia, caindo 1,5% e com as ações cotadas em R$ 10,80, ainda repercutindo os últimos acontecimentos da companhia.

Outros tickers performam com quedas mais tímidas, mas não influenciam no pregão de hoje, que tem a lista em vermelho limitada. Prio (PRIO3) cai 1%, enquanto SLC Agrícola (SLCE3) e IRB Seguradora (IRBR3) recuam 0,1% cada uma.

Entre os principais nomes do Ibovespa, o melhor desempenho vem do Bradesco (BBDC4), que avança 1,7% no dia. A ação mais negociada da bolsa é a própria B3 (B3SA3), que salta quase 5%.

Real fortalecido

A moeda brasileira também ostenta um dia positivo, com valorização de 0,75% em relação ao dólar dos EUA. A divisa norte-americana é negociada a R$ 5,215.

O mesmo acontece com o euro, que cai 0,9% na comparação com o real, enquanto a libra perde 0,25%. Entre as moedas de países vizinhos, o peso argentino leva a melhor, com alta de 1,3% frente à representante brasileira.

No mercado de renda variável no exterior, as bolsas dos EUA também chamam a atenção, já que apuram crescimento no dia. A NYSE e o S&P 500 sobem 0,8%, enquanto a Nasdaq passa de 1%.