Europa celebra decisão anti-tarifas nos EUA e índices fecham em forte alta

A medida trouxe alívio às exportadoras do continente, que podem se beneficiar de um ambiente comercial menos restritivo.

Publicado em 20/02/2026 às 15:57h Publicado em 20/02/2026 às 15:57h por Matheus Silva
A exceção foi Lisboa, onde o PSI 20 recuou levemente 0,05% (Imagem: Shutterstock)
A exceção foi Lisboa, onde o PSI 20 recuou levemente 0,05% (Imagem: Shutterstock)
🚨 As principais Bolsas da Europa encerraram o pregão desta sexta-feira (20) majoritariamente em alta, impulsionadas pela decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais tarifas impostas pelo governo de Donald Trump
A medida trouxe alívio para empresas exportadoras do continente, que poderiam ser diretamente beneficiadas por um ambiente comercial menos restritivo.
Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,56%, aos 10.686,89 pontos. O DAX, de Frankfurt, subiu 0,81%, aos 25.246,80 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 teve alta expressiva de 1,39%, aos 8.515,49 pontos, enquanto o FTSE MIB, de Milão, ganhou 1,48%, aos 46.472,98 pontos. Em Madri, o Ibex 35 avançou 0,82%, aos 18.165,10 pontos. 
A exceção foi Lisboa, onde o PSI 20 recuou levemente 0,05%, aos 9.090,54 pontos.
No acumulado da semana, os ganhos também foram robustos. O FTSE 100 subiu 2,3%, o DAX avançou 1,3% e o CAC 40 teve alta de 2,5%. Milão acumulou ganho de 2,3%, enquanto o Ibex 35 liderou com 2,8%. O PSI 20 terminou a semana com valorização de 1,0%.

Semicondutores e luxo lideram os ganhos

A decisão judicial nos EUA favoreceu especialmente empresas ligadas à cadeia de semicondutores, setor sensível às disputas comerciais. 
As ações da ASML Holding avançaram 1,4%, enquanto a ASM International subiu 1,3% e a BE Semiconductor disparou 6,8%. 
A União Europeia já havia firmado acordo com os EUA em julho estabelecendo um teto tarifário de 15% para exportações de semicondutores, e a decisão reforça a previsibilidade para o setor.
O segmento de luxo também se destacou. Papéis da LVMH subiram 4,4% e da Hermès, 3,6%. A Pernod Ricard avançou 3,5%, refletindo o otimismo com exportações menos pressionadas por tarifas.
Em Londres, a Anglo American registrou alta de 1,33% após divulgar resultados corporativos.

Dados econômicos reforçam o cenário positivo

Além do alívio comercial, indicadores macroeconômicos ajudaram a sustentar o movimento. O índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro superou as expectativas, sinalizando melhora na atividade econômica. 
Na Alemanha e no Reino Unido, os PMIs também vieram acima do previsto.
Analistas do Goldman Sachs avaliaram que os dados estão em linha com a projeção de recuperação da demanda interna na zona do euro, impulsionada pelo setor manufatureiro e pela economia alemã.
📊 Com a combinação de menor tensão comercial e sinais de retomada econômica, os mercados europeus encerraram a semana em tom positivo.