Cosan (CSAN3) quita dívidas externas e reduz pressão sobre o caixa até 2031
Com essa operação, a empresa já acumula aproximadamente R$ 6,2 bilhões em dívidas repagas até o momento.
A Cosan (CSAN3) se manifestou nesta segunda-feira (30) sobre a possibilidade de venda de uma participação de até 4,1% na Vale (VALE3).
🗣️ Em resposta à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a holding disse que não há uma decisão sobre o assunto. Contudo, não descartou a possibilidade.
"A companhia avalia constantemente seu portfólio de ativos e segue comprometida com a otimização na alocação de capital, principalmente, em um cenário de altas taxas de juros e ambiente macroeconômico desafiador, tarefa essa intrínseca ao papel de holding que desempenha", afirmou.
Logo depois, no entanto, ressaltou que, "até a presente data, não há qualquer deliberação da Administração da Cosan sobre a alienação de qualquer parcela da participação da Companhia na Vale".
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Segundo a "Bloomberg", a Cosan estaria avaliando a venda de parte ou da totalidade da sua participação de 4,1% na Vale, como uma forma de reduzir o seu endividamento.
💲 A Cosan tinha uma dívida bruta de R$ 25,3 bilhões ao final do segundo trimestre deste ano e, de acordo com a "Bloomberg", poderia captar US$ 2,2 bilhões com a venda da sua fatia na Vale. Isto é, quase R$ 12 bilhões no câmbio atual.
Segundo a reportagem, a Raízen (RAIZ4), que é fruto de uma joint venture entre a Cosan e a Shell, também estaria considerando a venda de ativos na Argentina. A Raízen, no entanto, disse que "não há nenhuma negociação em curso referente a desinvestimento de sua operação na Argentina".
Com essa operação, a empresa já acumula aproximadamente R$ 6,2 bilhões em dívidas repagas até o momento.
Holding investe em empresas de exploração, refino e distribuição de petróleo e derivados, além de ferrovias e agronegócio.
Bradesco BBI e BTG recomendaram compra, de olho na reestruturação financeira da holding.
Os dois bancos adquiriram ações preferenciais da holding em proporções iguais, totalizando um aporte de R$ 4 bilhões.
Na prática, a Cosan vende as ações para captar recursos imediatos, mas contrata derivativos que mantêm sua exposição econômica aos papéis.
De acordo com o banco, o desempenho dessas empresas agora depende de eventos específicos, como novos aportes de capital e possíveis fusões.
Após a transação, a Cosan passou a deter 470 milhões de ações da Rumo, mantendo participação de 25,29% no capital social da companhia.
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