Oncoclínicas (ONCO3) abandona guidance anunciado em outubro
A decisão, segundo a companhia, foi motivada por fatores macroeconômicos.
🏥 Esta não é a melhor terça-feira (17) para a Oncoclínicas (ONCO3), empresa de saúde especializada no tratamento de câncer. As ações da companhia caíram mais de 10% na bolsa de valores, chegando a ser cotadas abaixo de R$ 5,40.
O ponto de virada para este movimento de baixa veio de um relatório do Citi, que retirou a recomendação de compra e derrubou o preço-alvo dos papeis. O banco agora mantém posição neutra para o ativo e expectativa de apenas R$ 7 em comparação aos R$ 9 de antes.
Os analistas do Citi apontaram que o curto prazo da Oncoclínicas é “mais difícil do que se pensava inicialmente”. Eles destacam que a combinação de um crescimento mais fraco de receita com condições financeiras desfavoráveis aperta o fluxo de caixa da empresa.
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“Estimamos que a queima orgânica de caixa do fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) da empresa atingiu R$ 745 milhões nos últimos doze meses – aproximadamente 18% de seu valor de mercado”, escrevem os analistas Leandro Bastos e Renan Prata no relatório.
Apesar disso, eles consideram que o valor de mercado da empresa continua atraente para os investidores no longo prazo, mas consideram a complexidade de governança como um fator de risco. No começo de setembro, o vice-presidente Rodrigo Medeiros renunciou o cargo, o que levou a extinção do cargo.
Desde o começo do ano, as ações da Oncoclínicas registram uma queda de 70%, segundo dados da bolsa de valores. A empresa chegou à B3 em 2021 e, desde então, viu seu valuation despencar mais de 70% até bater R$ 3,5 bilhões.
A decisão, segundo a companhia, foi motivada por fatores macroeconômicos.
Empresa ganha tempo para reestruturar dívidas e atrai novos aportes
Companhia vai receber até R$ 150 milhões para comprar remédios e normalizar atendimentos.
Com a perda do apoio da Porto e Fleury, a companhia ainda negocia alternativas de capitalização, segundo o JP Morgan.
Oncoclínicas vai avaliar outras formas de reestruturar suas contas, enquanto busca proteção judicial contra credores.
A iniciativa tem como foco preservar a operação enquanto conduz tratativas com credores.
A companhia teve um prejuízo de R$ 3,6 bilhões em 2025 e não tem caixa para pagar as dívidas de curto prazo.
O Cade concluiu que fundos controlados pelo Banco Master praticaram gun jumping ao comprar mais de 20% sem notificação prévia.
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