TIM (TIMS3) avalia fusão de sua operação de fibra óptica com provedor, diz jornal

A operadora não pretende vender sua base de cerca de 800 mil clientes.

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Publicado em 29/08/2025 às 08:37h - Atualizado 1 hora atrás Publicado em 29/08/2025 às 08:37h Atualizado 1 hora atrás por Elanny Vlaxio
A rede de fibra óptica está nas mãos da I-Systems (Imagem: Shutterstock)
A rede de fibra óptica está nas mãos da I-Systems (Imagem: Shutterstock)

💸 A TIM Brasil (TIMS3) avalia unir sua operação de fibra óptica até a casa do cliente (FTTH) a um provedor de internet de médio porte, com o objetivo de ampliar a rentabilidade no setor de banda larga fixa. A operadora, que já contratou o Santander (SANB11) para apoiar o reposicionamento no segmento, não pretende vender sua base de cerca de 800 mil clientes nem os 6,5 milhões de domicílios com cobertura para “casas passadas” (FTTH).

A rede de fibra óptica está nas mãos da I-Systems, empresa de infraestrutura neutra de telecomunicações formada por TIM (49%) e IHS Towers (51%). Uma fonte ouvida pelo jornal Valor Econômico relatou que a multinacional italiana cogita adquirir a participação da IHS Towers e, posteriormente, transferir sua carteira de clientes e rede para uma fusão da I-Systems com um provedor de banda larga independente, que conta com cerca de 1 milhão de assinantes.

E a Tim no 2T25?

No 2T25 (2º trimestre de 2025), a TIM (TIMS3) obteve lucro líquido normalizado de R$ 976 milhões, uma alta de 25% frente ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi resultado da expansão no segmento de internet móvel, com destaque para o pós-pago. O Ebitda normalizado somou R$ 3,351 bilhões, crescimento de 6,3% no trimestre. A margem Ebitda subiu 0,8 ponto percentual e atingiu 50,8%.

💰 No trimestre, a TIM apresentou crescimento de 4,7% na receita líquida, que chegou a R$ 6,600 bilhões. A receita com serviços móveis somou R$ 6,089 bilhões, alta de 5,6%, enquanto no segmento fixo houve queda de 2,8%, para R$ 328 milhões. Já a receita de aparelhos caiu 8,0%, para R$ 183 milhões.

Na operação móvel, o pós-pago registrou avanço de 10,7%. Na outra ponta, a receita média por usuário ficou em R$ 44,3, com aumento de 1,0%. Segundo a companhia, o crescimento foi impulsionado por reajustes de preços, migração de clientes para planos de maior valor e baixos índices de cancelamento, com churn em 0,8%. Por fim, o resultado financeiro normalizado indicou despesa de R$ 375 milhões, queda de 16,7% em relação ao mesmo período de 2024.

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