Prio (PRIO3): CEO fala em potencial de dobrar produção de gás natural
Gatilho principal seria entrada de Wahoo, localizada na Bacia de Campos; entenda

⛽ A petrolífera Prio (PRIO3) projeta um aumento significativo da produção de gás natural para este ano. Essa expansão é principalmente atribuída à iminente entrada em operação do campo de Wahoo, localizado na Bacia de Campos, que abriga os maiores campos produtores de petróleo do Brasil.
A atividade aguarda a obtenção da licença ambiental do Ibama. O atraso na liberação da documentação não está ligado a nenhum problema específico no processo da Prio, mas sim à recente greve dos servidores do órgão.
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As informações foram compartilhadas, nesta terça-feira (30), pelo gerente executivo de Novos Negócios da Prio, Bruno Menezes. Ele revelou que a empresa, atualmente, produz cerca de 400 mil metros cúbicos de gás natural por dia e essa quantidade tem capacidade para se aproximar de 800 mil metros cúbicos diários.
“Temos potencial para dobrar a nossa produção de gás. E ela vai aumentar muito em função de Wahoo, que é um reservatório virgem do pré-sal. No início da produção de um campo como esse, o óleo vem com mais gás associado”, afirmou Menezes, durante apresentação na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro.
Infraestrutura
Quanto à capacidade de transporte da futura produção de óleo e gás, o presidente da petroleira assegurou que existe espaço disponível na infraestrutura de transporte da Petrobras (PETR4), à qual a Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência está conectada
Ele explicou que esse espaço se deve ao declínio na produção de campos como Albacora, Albacora Leste e Marlim.
Além da expansão em Wahoo, a produção da Prio também deve crescer devido à revitalização de Albacora Leste, na Bacia de Campos, autorizada pela ANP em janeiro do ano passado.
O executivo prevê que este ano e o próximo serão focados no desenvolvimento dos ativos já adquiridos pela Prio. "Estamos comprometidos em concretizar os planos estabelecidos no momento das aquisições", concluiu, fazendo referência às concessões anteriores de campos maduros adquiridas da Petrobras, BP e Chevron.

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