Polícia apura suposto ‘controle oculto’ de Nelson Tanure sobre Banco Master
A apuração ocorre a pedido do MPF e é motivada por uma denúncia da gestora Esh Capital.
🚨 A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar se o empresário Nelson Tanure exerce o controle de fato do Banco Master, apesar de não figurar oficialmente na estrutura societária da instituição.
A apuração ocorre a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e é motivada por uma denúncia da gestora Esh Capital, que aponta um possível esquema de ocultação de participação societária. A informação foi revelada pelo jornal Estadão nesta quarta-feira (21).
A investigação mira a relação entre Tanure e Daniel Vorcaro, presidente do Master, em meio a um cenário de denúncias, operações financeiras complexas e acusações de infrações contra o sistema financeiro nacional.
Rede de empresas e fundos sob suspeita
Segundo o inquérito, Tanure teria se utilizado de uma rede de empresas e fundos de investimento para adquirir e exercer influência sobre o controle do banco.
Entre os nomes citados estão Aventti, o fundo Estocolmo e a gestora Banvox, que estariam ligados de forma indireta ao empresário.
A atual composição societária registrada no Banco Central indica que o controle está nas mãos de Daniel Vorcaro e da 133 Investimentos.
No entanto, o MPF afirma haver indícios de que Tanure é o verdadeiro controlador, agindo por meio de uma estrutura societária complexa e dissimulada.
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Possíveis crimes e gestão temerária
O Ministério Público aponta a possibilidade de prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, entre eles:
- Gestão temerária;
- Ocultação de controlador real;
- Indução ao erro de investidores e autoridades;
- Irregularidades na emissão de CDBs e ativos de precificação inconsistente.
De acordo com a denúncia da Esh Capital, a suposta estrutura montada teria como objetivo ocultar a participação de Tanure e dificultar a rastreabilidade do capital investido no banco.
A gestora cita como preocupação o uso de fundos encadeados que não revelam imediatamente os beneficiários finais, exceto em casos de exigência por autoridades reguladoras.
“Há a possibilidade de Nelson Tanure estar se valendo de estrutura dissimulada para capitalizar e controlar, de forma indireta, o Banco Master, induzindo autoridades fiscalizadoras ao erro”, afirma a Esh na denúncia.
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Conflitos antigos e silêncio das partes
A relação entre Nelson Tanure e a Esh Capital já foi marcada por outros embates. As duas partes protagonizaram disputas envolvendo empresas como Alliar (ALLR3) e Gafisa (GFSA3), desde 2022.
Até o momento, Tanure não comentou sobre o assunto. O Banco Master também não se pronunciou até o momento desta publicação.
Por sua vez, Vladimir Timerman, sócio da Esh, disse não poder comentar Tanure diretamente por força de uma decisão cautelar de censura prévia, mas negou ter procurado o banco para obter qualquer vantagem.
“Nunca contatei o banco, nem pedi nada a seus sócios. A acusação de que busquei benefícios para não entrar com denúncias é completamente mentirosa”, afirmou Timerman em nota.
Próximos passos da investigação
📊 A PF busca esclarecer se houve violação à legislação bancária, que exige autorização do Banco Central para qualquer mudança de controle societário em instituições financeiras.
Caso fique comprovada a omissão ou falsidade nas informações prestadas ao regulador, os envolvidos poderão responder por crimes como gestão fraudulenta, ocultação de controlador e infração à Lei do Sistema Financeiro Nacional.
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