Petrobras (PETR4): Bancões elevam preço-alvo em meio à alta do petróleo

Expectativa é de que a Petrobras gere mais caixa e libere dividendos generosos em 2026.

Publicado em 09/04/2026 às 20:19h Publicado em 09/04/2026 às 20:19h por Marina Barbosa
JP Morgan vê oportunidade de compra após queda recente das ações da Petrobras (Imagem: Shutterstock)
JP Morgan vê oportunidade de compra após queda recente das ações da Petrobras (Imagem: Shutterstock)
A Petrobras (PETR4) voltou à mira dos analistas diante da recente alta do petróleo.
O BTG Pactual já disse que este cenário pode favorecer o pagamento de dividendos da estatal. Agora, JP Morgan e Citi reforçaram a visão positiva para o papel.

JP Morgan vê oportunidade de compra

O JP Morgan reafirmou a recomendação de compra para as ações da Petrobras nesta quinta-feira (9) e ainda disse que a queda recente do papel abre uma janela de entrada atrativa.
O banco acredita que não há motivos para se preocupar com o fluxo de caixa da estatal diante da alta do petróleo e diz que sua forte geração de caixa deve sustentar as ações mesmo em um cenário de preços voláteis do barril.
Com a guerra pressionando o petróleo, o JP Morgan elevou a projeção para o Brent para US$ 85 em 2026. Com isso, passou a prever um Ebitda maior da Petrobras neste ano, de US$ 55,1 bilhões.
O banco ainda espera que a Petrobras entregue um retorno com dividendos de 9% neste e no próximo ano.

Preço-alvo

O JP Morgan elevou o preço-alvo para os ADRs da Petrobras negociados em Nova York de US$ 16,5 para US$ 24.
Já o Citi elevou o preço-alvo para a ação preferencial da Petrobras de R$ 37 para R$ 49, devido à perspectiva de que o petróleo siga valorizado no curto prazo.
A ação da estatal caiu forte e fechou cotada a R$ 46,61 na B3 na quarta-feira (8), quando o petróleo caiu em meio à expectativa de uma trégua no conflito do Oriente Médio.
Porém, voltou a subir nesta quinta-feira (9), em meio a dúvidas sobre a validade do cessar-fogo. Por isso, era negociado acima dos R$ 47 na B3 às 14h.

Citi mantém cautela, mas vê dividendos atrativos

O Citi, no entanto, manteve uma postura neutra em relação ao papel, por entender que a estatal pode limitar o reajuste dos combustíveis vendidos no Brasil.
O banco lembrou que a Petrobras aderiu ao programa de subvenção ao diesel do governo federal, que tenta conter o impacto econômico da guerra no bolso do consumidor brasileiro. Além disso, não vê a companhia reajustando a gasolina.
Por isso, acredita que a estatal vai se beneficiar da alta do petróleo de forma limitada, sobretudo por meio da exportação.
Apesar dessa visão, o Citi acredita que a Petrobras pode reduzir sua alavancagem e abrir espaço para mais dividendos neste ano. Por isso, projeta dividendos ordinários de até 13% em 2026 -uma visão até mais otimista que a dos outros bancões.
O BTG Pactual, por exemplo, acredita que o yield de fluxo de caixa livre para o acionista da estatal pode atingir cerca de 12,7% em 2026. Veja aqui a análise do banco.

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