Cosan (CSAN3) e Shell avaliam aporte de R$ 10 bi para 'socorrer' a Raízen
Paralelamente às tratativas sobre o aporte, a Raízen avança em um plano de desinvestimentos que pode somar cerca de R$ 10 bilhões.
Nesta quinta-feira (4), a Raízen (RAIZ4) anunciou o encerramento de sua parceria com a FEMSA (FMXB34) que resultou na operação do Oxxo no Brasil. A representante da Coca-Cola na América Latina será responsável sozinha por tocar a rede de supermercados a partir de agora.
No acordo previsto entre as duas empresas, a Raízen ficará com as lojas de conveniência associadas à marca Shell, enquanto a FEMSA será dona de todas as ações da mexicana Oxxo no país.
Com isso, o portfólio da Raízen será composto por 1.256 lojas, que incluem Shell Select e Shell Café. Já a FEMSA terá 611 lojas Oxxo, além do centro de distribuição localizado no interior de São Paulo.
A chegada do Oxxo no Brasil foi pavimentada por uma joint venture criada entre Raízen e Femsa, denominada de Grupo Nós. A bandeira fez sua primeira abertura de lojas no começo da pandemia, ainda em 2020, na cidade de Campinas, no interior de SP.
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O mercado ficou bastante conhecido por funcionar no modelo de proximidade, que leva aos moradores de um bairro um sortimento básico de produtos, evitando que eles se dirijam a grandes supermercados para fazer compras básicas. Assim, a marca se adequou ao Brasil incorporando também o pão quente pela manhã, o que captou também boa parte do público que frequenta as tradicionais padarias.
A FEMSA, que vai continuar com a operação do Oxxo, destacou que a empresa segue firme com seu plano de expansão no Brasil. Anteriormente, a expectativa era alcançar o número de 5 mil lojas, mas isso ainda está longe de acontecer.
"Ao dar o próximo passo para operar de forma independente, seguimos totalmente comprometidos com fortalecimento e expansão do OXXO neste mercado dinâmico. O Brasil segue sendo foco fundamental na estratégia de crescimento de longo prazo da FEMSA", disse José Antonio Fernández Garza, diretor geral da FEMSA Retail.
Após a divulgação do acordo de separação, os investidores reagiram com otimismo, fazendo as ações da Raízen crescerem no pregão. Por volta das 11h, os papéis eram negociados por R$ 1,33, equivalente a uma alta de quase 5% no dia.
O movimento de alta se coloca como uma exceção no momento em que a companhia amargou quedas sucessivas. Desde o começo do ano, a desvalorização da produtora de combustíveis sustentáveis já chega a 37%, de acordo com dados da B3.
Paralelamente às tratativas sobre o aporte, a Raízen avança em um plano de desinvestimentos que pode somar cerca de R$ 10 bilhões.
As ações da Raízen estão sendo negociadas abaixo de R$ 1 desde 6 de outubro, o que caracteriza um penny stock segundo as regras da B3.
Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) também sobem, com combate à informalidade no setor de combustíveis.
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