Moraes autoriza prisão domiciliar para Bolsonaro após internação

Medida pode durar até 90 dias e ainda será reavaliada; PGR apontou necessidade de monitoramento integral.

Publicado em 24/03/2026 às 15:37h Publicado em 24/03/2026 às 15:37h por Wesley Santana
Bolsonaro foi presidente do país entre os anos de 2019 e 2022 (Imagem: Shutterstuck)
Bolsonaro foi presidente do país entre os anos de 2019 e 2022 (Imagem: Shutterstuck)

Na tarde desta terça-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na semana passada, Bolsonaro foi internado para o tratamento de uma broncopneumonia bacteriana, no Hospital DF Star.

A decisão do magistrado prevê a regressão por até 90 dias, mas o prazo pode ser revisto no andamento do processo. O objetivo é que ele se trate da doença e tenha acompanhamento de sua família.

Bolsonaro ficou alguns dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas recebeu alta também nesta terça. Apesar disso, conforme a equipe médica, ainda não há previsão de alta hospitalar completa. Ele passa por tratamento com antibióticos, além de sessões de fisioterapia.

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A ordem do STF veio depois do parecer da PGR (Procuradoria Geral da República) a favor da prisão domiciliar. Paulo Gonet disse que Bolsonaro precisa de cuidados médicos durante todo o dia, o que explicaria a necessidade da prisão domiciliar.

“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, disse o procurador-geral da República, em parecer enviado ao STF.

Na véspera, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teve um encontro com Moraes, com o objetivo de detalhar o estado de saúde do marido. Segundo fontes que acompanharam a agenda de 20 minutos, ela teria dito que nunca viu a saúde dele tão fragilizada como agora e que ele não pode dormir sozinho.

Bolsonaro está preso desde novembro do ano passado, depois de violar a tornozeleira eletrônica que usava na prisão domiciliar com um ferro de soldar. Primeiro, ele foi levado à sede da Polícia Federal, mas, depois, transferido para a Papuda, no DF.

Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022. Moraes determinou que a Polícia Militar do DF seja responsável pela segurança e monitoramento da residência de Bolsonaro durante a domiciliar.