Lula decide data para indicar Jorge Messias à vaga no STF

Processo que conduzirá favorito de Lula à Suprema Corte requer aprovação da maioria dos senadores.

Publicado em 31/03/2026 às 15:41h Publicado em 31/03/2026 às 15:41h por Lucas Simões
Lula tem o direito de indicar mais um nome ao STF, recompondo as 11 cadeiras (Imagem: Ricardo Stuckert/PR)
Lula tem o direito de indicar mais um nome ao STF, recompondo as 11 cadeiras (Imagem: Ricardo Stuckert/PR)
Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) funciona com um ministro a menos na mais alta esfera do Poder Judiciário aqui no Brasil. Finalmente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicará ainda nesta terça-feira (30) o advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar a função.
É evidente que, para Jorge Messias se tornar o mais novo ministro da Suprema Corte, será necessária a aprovação por maioria dos senadores. Logo, a recomendação de Lula será apreciada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil/Amapá), o qual conduzirá os trabalhos.
O STF ficou meses sem o seu quadro completo de magistrados, desde a saída precoce do ministro Luís Roberto Barroso, pois havia uma disputa interna entre Lula e Alcolumbre sobre quem deveria ser o novo ministro da Suprema Corte.
Enquanto Alcolumbre apoiava a indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD/Minas Gerais) ao STF, Lula defendia que Pacheco disputasse o governo de Minas Gerais, ao mesmo tempo que deixaria o caminho livre para a recomendação de Messias.
Aos 45 anos de idade, Jorge Messias tem notável saber jurídico, um dos requisitos fundamentais para ser aprovado na sabatina do Senado. Caso seja aprovado, marcaria a terceira indicação bem-sucedida de Lula ao STF em seu terceiro mandato.
Isso porque o petista já conseguiu colocar dentro da Suprema Corte o seu ex-advogado Cristiano Zanin, que o defendeu durante sua prisão em decorrência da Operação Lava-Jato. Além disso, Lula recomendou o ministro Flávio Dino, que protagoniza no momento o fim da aposentadoria compulsória de juízes como punição
Como rito processual, a indicação de Jorge Messias passará pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, ainda sem data marcada. Pelas regras atuais, o mandato do novo ministro do STF pode perdurar por 30 anos.