Fundos de renda fixa pagam quase 2% ao mês em 2026 e multimercados batem o topo de 2021

Boletim da Anbima aponta que a indústria de fundos de investimentos arrecadou R$ 75,3 bilhões em janeiro.

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Publicado em 09/02/2026 às 18:09h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 09/02/2026 às 18:09h Atualizado 1 minuto atrás por Lucas Simões
Dá para ganhar bem acima do que a taxa Selic oferece com fundos de renda fixa (Imagem: Shutterstock)
Dá para ganhar bem acima do que a taxa Selic oferece com fundos de renda fixa (Imagem: Shutterstock)
A indústria de fundos de investimentos conseguiu angariar R$ 75,3 bilhões em janeiro de 2026, mesmo descontando quem preferiu resgatar o seu dinheiro das mãos dos gestores. Só os fundos de renda fixa captaram R$ 57,4 bilhões, seu melhor resultado em 18 meses, conforme o boletim da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
Ainda que uma taxa Selic pagando 15% ao ano esteja com os dias contados, os investidores ainda preferem os títulos públicos de curto prazo, já que 84% do dinheiro captado pelos fundos de renda fixa no período foi parar em produtos do tipo duração baixa grau de investimento, em que 80% da carteira está aplicada no Tesouro Direto de curto prazo.
Já em termos de rentabilidade, os fundos de renda fixa com duração livre e crédito livre, que mantêm mais de 20% da carteira alocada em títulos de médio e alto risco de crédito, se destacaram ao renderem 1,78% ao mês
Outro dado que chamou atenção neste início de 2026 é a baita recuperação dos fundos multimercados, que aplicam dinheiro tanto em renda fixa quanto em renda variável. A categoria abocanhou R$ 17,3 bilhões, o melhor resultado desde junho de 2021.
“Com a perspectiva de queda dos juros, os investidores começam a buscar diversificação nos fundos multimercados, que, pela sua flexibilidade, são capazes de capturar oportunidades em diferentes classes de ativos e contextos econômicos”, explica Pedro Rudge, diretor da Anbima.
Por sua vez, os fundos multimercados com estratégia long and short direcional — que operam posições compradas e vendidas em ativos e derivativos ligados ao mercado de renda variável — lideraram os ganhos, com rentabilidade de 2,30% ao mês
Também apresentaram captação líquida positiva os ETFs (fundos de índices listados em bolsa de valores) com entradas de R$ 3,4 bilhões. Porém, os fundos de ações tiveram captação negativa de R$ 2,4 bilhões no mês passado.