Uma construtora virou a queridinha do BTG com chance de subir quase 40%; qual é?

O banco elegeu a Cyrela como top pick entre as construtoras e projetou alta de 38%, destacando a Vivaz como principal vetor de crescimento.

Publicado em 01/04/2026 às 16:16h Publicado em 01/04/2026 às 16:16h por Matheus Silva
O preço-alvo está em R$ 40, o que representa potencial de valorização de 38% (Imagem: Shutterstock)
O preço-alvo está em R$ 40, o que representa potencial de valorização de 38% (Imagem: Shutterstock)
🚨 O BTG Pactual (BPAC11) reiterou a recomendação de compra para as ações da Cyrela (CYRE3) e manteve a construtora como principal escolha entre as empresas voltadas ao segmento de média e alta renda. 
O preço-alvo está em R$ 40, o que representa potencial de valorização de aproximadamente 38% frente à cotação atual de R$ 28,92. 
Segundo o banco, os papéis são negociados a um múltiplo de P/L (preço sobre lucro) de 6x para 2026, considerado atrativo frente aos pares do setor.

Vivaz acelera na baixa renda com margens superiores ao esperado

Após reunião com a administração da Cyrela, o BTG destacou que a companhia planeja acelerar as operações voltadas à habitação popular, aproveitando as condições favoráveis do programa MCMV (Minha Casa, Minha Vida). 
O banco destacou especialmente o desempenho da marca Vivaz, criada para atuar no segmento econômico.
"A companhia planeja continuar crescendo com sua marca Vivaz, que foi criada para atuar no setor de baixa renda, uma vez que seus custos de construção são muito semelhantes aos dos concorrentes, o que já se traduz em margens mais elevadas", escreveram os analistas. 
Na avaliação do BTG, a Vivaz tem conseguido adquirir terrenos em condições atrativas, enquanto o ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) do segmento econômico tem superado o observado na média e alta renda. 
Apesar da concorrência mais acirrada, especialmente em São Paulo, o banco avalia que ainda há oportunidades relevantes de crescimento na divisão popular.

Cautela no setor, mas Cyrela supera o mercado

O BTG adotou postura mais cautelosa com o segmento de média e alta renda diante do ambiente macroeconômico desafiador, marcado por juros elevados e piora na acessibilidade ao crédito.
No entanto, o banco diferenciou a Cyrela dos pares, destacando que as vendas dos empreendimentos lançados pela construtora têm sido fortes e que o primeiro trimestre de 2026 apresentou desempenho sólido tanto em comercialização quanto na absorção das unidades.
"A reunião com a administração reforçou que a empresa continua confiante em suas operações. Os executivos disseram que o setor imobiliário tem sido desafiador, mas a companhia está navegando muito bem em meio à turbulência, uma vez que está superando o desempenho do mercado em geral por meio de projetos mais diferenciados", afirmou o BTG.
"A Cyrela ainda não vê motivo para alterar suas expectativas ou suspender lançamentos. Além disso, espera que as suspensões das licenças de construção em São Paulo sejam normalizadas em breve", acrescentou o banco.

Alvarás suspensos em SP desde fevereiro

A liberação de novos alvarás de construção na capital paulista está suspensa desde 24 de fevereiro, por decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) em ação direta de inconstitucionalidade movida pela Procuradoria-Geral de Justiça. 
O questionamento envolve mudanças na Lei de Zoneamento de 2024, que ampliaram o potencial construtivo em determinadas áreas da cidade. 
📊 A Cyrela espera que a normalização ocorra em breve, segundo o relato da administração ao BTG.

CYRE3

CYRELA
Cotação

R$ 28,15

Variação (12M)

58,80 % Logo CYRELA

Margem Líquida

21,30 %

DY

13.92%

P/L

6,41

P/VP

1,26