Embraer (EMBJ3) apresenta o 1º caça supersônico feito no Brasil

Com isso, Embraer entra em grupo seleto da indústria da defesa e mira novos negócios.

Publicado em 25/03/2026 às 11:44h Publicado em 25/03/2026 às 11:44h por Marina Barbosa
O caça F-39E Gripen pode atingir velocidades de até 2,4 mil km/h (Imagem: FAB/Divulgação)
O caça F-39E Gripen pode atingir velocidades de até 2,4 mil km/h (Imagem: FAB/Divulgação)
A Embraer (EMBJ3) apresentou nesta quarta-feira (25) o primeiro caça supersônico fabricado no Brasil.
É o caça F-39E Gripen, desenvolvido em parceria com a empresa sueca Saab, a criadora dos caças Gripen.
A aeronave pode atingir velocidades de até 2,4 mil km/h, o equivalente a cerca de duas vezes a velocidade do som. E está equipada com um arsenal de ponta de defesa, que inclui mísseis e sensores. 
Além disso, possui uma autonomia de até duas horas e meia de voo e pode ser abastecida durante o voo pela aeronave multimissão KC-390 Millennium, da Embraer.

Brasil em grupo seleto da defesa mundial

O modelo foi encomendado pela FAB (Força Aérea Brasileira) em 2014, como parte dos esforços de modernização do sistema de defesa aéreo brasileiro, e levou à parceria entre Embraer e Saab.
O acordo envolveu o treinamento de técnicos brasileiros na Suécia e a transferência de tecnologia para o país, para que fosse possível produzir o modelo em solo brasileiro.
Apenas outros 14 países têm capacidade para produzir caças supersônicos hoje em dia. E o Gripen, em especial, só era fabricado na Suécia até a parceria com o Brasil.
Ou seja, com o lançamento do F-39E Gripen, o Brasil e a Embraer entram em um grupo seleto da indústria de defesa mundial. 
Não à toa, a apresentação do caça foi acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma comitiva do governo federal nesta quarta-feira (25), na Unidade Gavião Peixoto da Embraer, em São Paulo.

Embraer mira novos negócios

Já a Embraer ganha a possibilidade de novos negócios, ao adquirir a capacidade de produzir caças supersônicos.
O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse que este era um marco histórico, que reafirma o apoio da companhia ao Ministério da Defesa e ao Comando da Aeronáutica do Brasil, simboliza o sucesso da parceria estratégica com a Saab e abre novas oportunidades internacionais para a empresa.
"A planta de Gavião Peixoto está plenamente preparada para fabricar novos Gripens para outros países. Estamos fortemente engajados no sucesso do programa e em futuras exportações, incluindo oportunidades na Colômbia e em outros mercados", afirmou o CEO, referindo-se à unidade da Embraer que abriga a linha de montagem do caça supersônico.
Só a FAB encomendou 36 unidades do F-39E Gripen à Embraer e à Saab. Dessas, 15 serão produzidas em solo brasileiro.

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