Cade libera operação da United na Azul (AZUL4) e destrava saída do Chapter 11
Com a operação, a participação da United na Azul subirá de 2,02% para cerca de 8%, reforçando apoio ao plano de reestruturação financeira.
Ao menos duas instituições financeiras revisaram suas estimativas para a cotação da Azul (AZUL4). Ágora e Bradesco BBI cortaram a projeção de compra para neutra no meio da crise da companhia aérea que pode levar a uma recuperação judicial.
📄 Em relatório conjunto, os bancos de investimentos ainda esperam um potencial alta no ticker, hoje cotado próximo de R$ 1,10. A nova projeção é de uma eventual valorização de 15%.
“Agora, temos recomendação neutra para a ação da Azul (AZUL4), com um novo preço-alvo de R$ 1,30, que pressupõe a conversão de outros R$ 3 bilhões em dívida a preços de mercado atuais, resultando em diluição significativa aos minoritários”, escreveram André Ferreira do Bradesco BBI e Wellington Lourenço da Ágora Investimentos.
Os analistas destacaram que a oferta da Azul para transformar suas dívidas em ações praticamente não teve participação externa. Eles entendem que isso impede que a companhia aérea transforme outros US$ 100 milhões em notas também necessárias.
“Para completar, os resultados da Azul no 1T25 foram mais fracos do que o esperado, com o Lucro antes dos juros, tributos, depreciação e amortização (Ebitda) 2% abaixo do ano anterior, impactado pela desvalorização de 18% do real e por desafios operacionais”, completam eles.
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André e Wellington também apontam que o fluxo de caixa da companhia até o final está restrito. Para eles, a saída para a liquidez da empresa seria a disponibilização, por parte do governo federal, de R$ 2 bilhões para ser usado como garantia para novas dívidas.
Para o futuro, também foi revista a estimativa de Ebitda, passando agora a ser projetado em R$ 7,1 bilhões no final de 2025.
Desde a semana passada, circula no mercado financeiro a informação de que a companhia aérea poderia recorrer ao Chapter 11, nos Estados Unidos. O mecanismo se equipara à recuperação judicial, protegendo a companhia de pagar dívidas enquanto procede com seu plano de reestruturação.
Tanto a Latam quanto a Gol, que são as duas concorrentes da Azul, já recorreram ao sistema. A primeira já deixou a RJ, enquanto a segunda informou que deve sair do programa nos próximos meses.
Nesta segunda-feira (26), as ações da Azul são negociadas com alta de 5,5% na bolsa de valores brasileira. Os papéis acumulam uma baixa de 70% desde o começo do ano.
Antes da pandemia, o ticker alcançaram o pico histórico, quando chegaram a ser cotados acima de R$ 60. Desde então, a queda registrada é de 98%, ainda de acordo com a B3.
Com a operação, a participação da United na Azul subirá de 2,02% para cerca de 8%, reforçando apoio ao plano de reestruturação financeira.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a companhia aérea deve sair do Chapter 11 nos próximos 30 dias.
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Pela proposta, cada ação preferencial seria convertida em 75 ações ordinárias.
Conversão de dívidas em ações pressiona AZUL4 e amplia temor de diluição.
O CEO informou na entrevista uma expectativa de receita de R$ 20 bilhões para 2024.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,914,5 bilhão.
O tribunal também deu aval ao Backstop Commitment Agreement.
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