Eleições 2026: Lula confirma troca em 20 ministérios e Alckmin como vice

Ministros deixam cargos para disputar eleições gerais de outubro; vice-presidente também deixa MDIC.

Publicado em 31/03/2026 às 13:25h Publicado em 31/03/2026 às 13:25h por Wesley Santana
A partir da próxima semana, equipe ministerial terá nova composição (Imagem: Fábio Rodrigues/Agência Brasil)
A partir da próxima semana, equipe ministerial terá nova composição (Imagem: Fábio Rodrigues/Agência Brasil)

O presidente Lula realizou nesta terça-feira (31) a última reunião ministerial com o atual corpo de ministros de sua terceira gestão. A maioria dos chefes de pastas deixará seus cargos nos próximos dias para cumprir a lei de descompatibilização.

Segundo o Planalto, pelo menos 20 ministros devem ser exonerados ainda nesta primeira semana de abril. A legislação dá até o dia 4 de abril para quem for se candidatar a deixar seus cargos no Executivo.

Nem todos os ministérios já têm nome de substituição, mas a projeção é que o secretário-executivo ocupe o cargo principal. Foi exatamente isso que aconteceu na semana passada, na ocasião da saída de Fernando Haddad, que foi substituído pelo número 2 do ministério, Dario Durigan.

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Entre os principais ministros, Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio), Rui Costa (Casa Civil), Marina Silva (Meio Ambiente), Camilo Santana (Educação) e Alexandre Silveira (Minas e Energia) já têm exoneração confirmada. As exceções são poucas: Wolney Queiroz (Previdência), Luciana Santos (Ciência) e Jorge Messias (AGU) ainda não confirmaram se vão disputar algum cargo nas eleições.

Por outro lado, dos 38 ministérios atuais, 13 devem continuar com o mesmo mandatário, de acordo com informações do Planalto. Alexandre Padilha (Saúde), Margareth Menezes (Cultura), José Mucio (Defesa) e Luiz Marinho (Trabalho) são alguns dos que confirmaram que devem ficar no cargo, portanto, não têm planos eleitorais para 2026.

No caso específico de Marinho, a ideia é que ele atue na campanha de Lula, fortalecendo o projeto do fim da escala 6 por 1. O atual ministro da Assistência Social, Wellington Dias, também deve liderar essa frente.

Já o ministro André de Paula, atualmente na Pesca, vai apenas mudar de sala, já que vai substituir Fávaro na Agricultura e Pecuária.

A maior parte dos ministros que deixam a Esplanada vai tentar algum cargo no Legislativo, seja na Câmara ou no Senado. É o caso de Simone Tebet (PSB), que vai disputar uma das duas vagas abertas em São Paulo.

“Temos confiança na equipe que vocês montaram”, disse Lula aos ministros que estão saindo. “Temos muita coisa para concluir até o dia 31 de dezembro, e a obrigação de quem vai ficar é concluir, é fazer com que a máquina fique funcionando sem nenhuma paralisia. Não dá para começar a fazer um novo ministério faltando nove meses para terminar o nosso mandato”, acrescentou.

Alckmin é confirmado como vice

Também nesta terça, Lula confirmou que Geraldo Alckmin deve continuar como seu vice para a chapa de reeleição. Havia uma incógnita em relação ao nome do auxiliar, que poderia tentar algum cargo por SP.

“O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC porque é candidato a vice-presidente da República outra vez”, disse Lula. “É um companheiro de quem aprendi a gostar, de muita lealdade e grande competência de trabalho, um executivo extraordinário, ele só me ajuda”, disse o presidente anteriormente.