Como lidar com a volatilidade do petróleo ditada por Trump em 2026?

A commodity chegou a derreter quase 5% no início da semana, valendo US$ 65 por barril, mas já se aproxima dos US$ 70.

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Publicado em 03/02/2026 às 16:08h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 03/02/2026 às 16:08h Atualizado 1 minuto atrás por Lucas Simões
Questões geopolíticas entre o governo Trump e a República Islâmica do Irã mexem com o petróleo (Imagem: Shutterstock)
Questões geopolíticas entre o governo Trump e a República Islâmica do Irã mexem com o petróleo (Imagem: Shutterstock)
A volatilidade toma conta das cotações do petróleo em 2026, tendo, em boa medida, um dedo do presidente americano Donald Trump por detrás. Só nesta semana, o petróleo tipo Brent, principal referência para a Petrobras (PETR4), derreteu quase -5% no último dia 2 de fevereiro, tocando os US$ 65 por barril, tanto por questões geopolíticas quanto por especulações diante de mudanças no Federal Reserve.
Não é segredo que o governo Trump mantém uma queda de braços ativa com o regime dos aiatolás, o qual governa o Irã desde a Revolução de 1979, um dos maiores produtores da commodity no mundo. O território iraniano está em posição estratégica, com seu litoral no Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento marítimo por onde passa 20% de todo o petróleo do mundo.
Os investidores globais acompanham atentamente até a escalada armada da Casa Branca contra o Irã, já que, após a captura do ditador Nicolás Maduro na Venezuela no início do ano e a recuperação dos poços de petróleo pelos americanos, fica claro que nem tudo se trata de blefe quando temos Trump na equação.
Todavia, os preços do petróleo tipo Brent voltaram a se recuperar nesta terça-feira (3), em direção aos US$ 70 por barril, o que renovava o apetite do mercado em torno das principais petroleiras ao redor do mundo, mas com destaque para as americanas. 
Só os papéis da Exxon Mobil (XOM) saltavam +3,14% na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), acima dos US$ 142 cada. Já as ações da Chevron (CVX), a única petroleira americana ainda com operações na Venezuela, escalavam +1,47%, acima dos US$ 176 cada.
Diante de um breve alívio nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã, com o próprio Trump dizendo que ambos os países estão em negociações, o petróleo se mantém mais controlado, mas as perspectivas dos especialistas são de que a commodity ainda enfrentará mais pressões baixistas. 
"Trump anunciou um acordo com a Índia que requer a suspensão das compras de petróleo russo por parte dos indianos, fora que o cartel dos maiores produtores de petróleo, a Opep+, planeja aumentar a produção em breve. Apenas teremos um aumento ainda maior da quantidade de petróleo russo flutuando no mar", menciona nota do banco holandês ING.

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