Carrefour Brasil dá adeus à Bolsa: veja o que motivou a saída após anos de perdas
Após uma passagem de oito anos, a companhia se despediu com uma perda de 44% em valor de mercado.
🚨 O Carrefour Brasil (CRFB3) está enfrentando um cenário desafiador com o boicote de grandes fornecedores de carne bovina, como JBS (JBSS3), Marfrig (MRFG3) e MasterBoi.
A decisão desses fornecedores de suspender a entrega para as lojas Carrefour foi motivada pela declaração do CEO global do grupo, Alexandre Bompard, na França, que sugeriu interromper a compra de carne da região do Mercosul.
Essa movimentação coloca em xeque a dinâmica operacional e financeira da varejista no Brasil, além de gerar impactos no comportamento dos investidores.
O boicote, iniciado em 22 de novembro, reflete a insatisfação de produtores brasileiros com a postura do grupo francês diante de questões relacionadas ao acordo Mercosul-União Europeia.
O tratado, que visa fortalecer o comércio entre as regiões, tem enfrentado resistência em países europeus, especialmente entre fazendeiros franceses preocupados com a concorrência desleal de produtos do Mercosul.
Enquanto na França fazendeiros intensificam protestos contra o acordo, no Brasil, o desabastecimento começa a se tornar evidente.
Estima-se que entre 30% e 40% das lojas Carrefour já enfrentam dificuldades em manter a oferta de carne bovina.
Embora a empresa tenha negado escassez em suas unidades, analistas apontam que a situação pode comprometer não apenas o fluxo de clientes, mas também os números financeiros, especialmente com a proximidade da Black Friday.
➡️ Leia mais: JBS suspende entregas para o Carrefour, que nega desabastecimento
De acordo com o Bradesco BBI, a carne bovina representa entre 4% e 5% das vendas totais do Carrefour, sendo uma categoria estratégica para atrair consumidores.
Além disso, as proteínas em geral, incluindo carne bovina, suína e de frango, representam cerca de 25% do faturamento do modelo de atacarejo, responsável por 70% das receitas do grupo.
O JPMorgan destaca que a JBS, maior fornecedora de carne bovina do Brasil, desempenha um papel crucial no abastecimento das lojas Atacadão e Carrefour.
Com geladeiras exclusivas e serviços de açougue amplamente utilizados, a interrupção no fornecimento da JBS amplia a volatilidade das ações da CRFB3.
Apesar disso, tanto Bradesco BBI quanto JPMorgan avaliam que os impactos financeiros podem ser mitigados se uma solução rápida for alcançada.
O JPMorgan ressalta que os estoques de açougues costumam durar entre 5 e 7 dias, oferecendo uma janela para negociações.
A recomendação do Bradesco BBI é outperform, com preço-alvo de R$ 10, enquanto o JPMorgan mantém uma visão neutra sobre os papéis.
Além do impacto operacional imediato, o Carrefour Brasil enfrenta o risco de desgaste reputacional, o que pode influenciar suas campanhas promocionais e a performance esperada no quarto trimestre de 2024, marcado por alta inflação nos alimentos.
A Black Friday, uma das datas mais importantes para o varejo, pode ser diretamente afetada, limitando o crescimento de vendas nas mesmas lojas (SSS).
Uma possível solução envolve uma retratação formal de Alexandre Bompard, o que poderia acalmar os ânimos dos fornecedores brasileiros e restabelecer a cadeia de suprimentos.
No entanto, enquanto isso não ocorre, o mercado permanece atento aos desdobramentos e à capacidade do Carrefour de contornar a crise sem prejudicar significativamente seu desempenho financeiro.
A crise envolvendo o Carrefour Brasil evidencia os desafios de operar em um mercado globalizado, onde decisões tomadas na matriz podem ter repercussões inesperadas em subsidiárias.
📈 Com um potencial de alta significativo nas ações, conforme apontado pelo Bradesco BBI, os desdobramentos das próximas semanas serão decisivos para definir o rumo da CRFB3.
Após uma passagem de oito anos, a companhia se despediu com uma perda de 44% em valor de mercado.
A decisão foi aprovada em assembleia geral ordinária que aconteceu em abril.
Investidores receberão quase R$ 5 por ação na carteira
Os acionistas que decidiram manter BDRs da matriz francesa do grupo devem receber provento.
Os resultados marcam o último balanço da empresa antes da deslistagem da B3, aprovada recentemente pelo controlador.
A data de pagamento ainda não foi definida pela empresa.
59% dos acionistas decidiram pelo fechamento de capital e devem receber R$ 8,50 por ação
A acionista possuía 4,906% do capital da empresa.
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