Bitcoin salta 72,2% e Ibovespa cai 4,5% no 1º trimestre de 2024
O principal índice da B3 teve o pior desempenho entre os ativos analisados, veja ranking.

O Ibovespa sofreu uma queda de 4,53% no primeiro trimestre de 2024, apesar das expectativas de que este seria um ano de novos recordes para a Bolsa brasileira. Foi o pior desempenho entre os principais indicadores do mercado nacional.
🪙 Na contramão, o Bitcoin (BTC) disparou 72,2% nos três primeiros meses de 2024. A criptomoeda lidera os ganhos deste ano, com uma valorização mais de três vezes superior à do segundo colocado do ranking: o ouro, que subiu 21,1% no trimestre.
O Bitcoin tem se valorizado com a expectativa pelo halving, evento que reduz pela metade a quantidade de emissões de Bitcoin a cada quatro anos e deve acontecer em meados de abril. Além disso, a aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos favoreceu a criptomoeda no início do ano.
Com isso, o Bitcoin terminou o trimestre negociado acima dos US$ 70 mil. Isto é, valendo mais de R$ 355 mil.
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O índice de BDRs (Brazilian Depositary Receipt) não patrocinados da B3 completa o ranking dos melhores investimentos do trimestre, com uma alta de 15,8%, segundo levantamento do CEO da Elos Ayta Consultoria, Einar Rivero.
Veja o desempenho dos principais ativos brasileiros no primeiro trimestre de 2024, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria:
- Bitcoin: 72,20%;
- Ouro: 21,13%;
- BDRX: 15,88%;
- Dólar Ptax: 3,20%;
- IFIX: 2,92%;
- CDI: 2,58%;
- Poupança: 1,69%;
- IMA Geral: 1,62%;
- Euro Ptax: 0,87%;
- IHFA: 0,48%;
- IDIV: -3,81%;
- Small Caps: -4,09%;
- Ibovespa: -4,53%.
Bolsa na lanterna
Os índices ligados ao mercado acionário brasileiro apresentaram os piores resultados deste início de ano. Além do baque de 4,53% do Ibovespa, o trimestre teve um recuo de 4,09% das small caps (ações negociadas em bolsa com menor valor de mercado) e uma queda de 3,81% do índice que mede o desempenho dos principais pagadores de dividendos da B3, o IDIV.
📉 Com esse desempenho, o Ibovespa fechou o trimestre aos 128.106 pontos. Isto é, bem abaixo dos 134 mil pontos alcançados no final de 2023 e dos mais de 140 mil pontos que o mercado chegou a projetar para o índice neste ano.
A queda ocorre diante de um cenário de incertezas quanto ao rumo dos juros dos Estados Unidos, já que o Fed (Federal Reserve) adotou um tom de cautela diante da força da economia americana, enterrando a expectativa do mercado de que os juros americanos começassem a cair ainda no primeiro trimestre de 2024. O dólar, por sinal, tem ganhado com isso.
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Mas fatores internos também pesaram sob o mercado brasileiro. A Vale (VALE3), por exemplo, desabou 21,2% nos três primeiros meses do ano, pressionada pela queda dos preços do minério de ferro, pelas incertezas sobre a demanda chinesa e pelo processo sucessório turbulento. Com isso, a companhia perdeu cerca de R$ 57 bilhões em valor de mercado e o posto de segunda empresa mais valiosa da B3 para o Itaú (ITUB4) neste início de ano.
O futuro presidente da Vale, por sinal, segue indefinido. Depois que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou emplacar o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega no posto, o Conselho de Administração da Vale não conseguiu chegar a um consenso sobre o nome do próximo presidente da companhia. A solução foi estender o mandato do atual CEO, Eduardo Bartolomeo, até o fim do ano e abrir um processo seletivo.
Maior empresa da B3, a Petrobras (PETR4) também teve um início de ano turbulento. A companhia bateu recordes sucessivos de valor de mercado em fevereiro, mas teve uma queda brusca depois que decidiu não liberar os dividendos extraordinários esperados pelo mercado. A companhia perdeu R$ 55,3 bilhões em valor de mercado em apenas um dia e ainda não se recuperou do baque. Com isso, as ações ordinárias da Petrobras acumularam uma queda de 1,8% no primeiro trimestre. Já as preferenciais subiram 0,32%.

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