Banco do Brasil (BBAS3) quer adiar dívida de R$ 4,1 bi e aliviar capital até 2027

Segundo o BB, a iniciativa faz parte de medidas prudenciais adotadas desde 2025 para fortalecer os índices de capital.

Author
Publicado em 25/02/2026 às 20:51h - Atualizado Agora Publicado em 25/02/2026 às 20:51h Atualizado Agora por Matheus Silva
O banco propôs um novo escalonamento dos pagamentos (Imagem: Shutterstock)
O banco propôs um novo escalonamento dos pagamentos (Imagem: Shutterstock)
🚨 O Banco do Brasil (BBAS3) informou nesta quarta-feira (25) que solicitou aos órgãos competentes a revisão do cronograma de devolução de um Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD) contratado com o Tesouro Nacional em 2012. 
O pedido envolve o saldo remanescente de R$ 4,1 bilhões do total originalmente emitido de R$ 8,1 bilhões.
O IHCD é um mecanismo que combina características de dívida e capital e foi utilizado à época para reforçar a estrutura de capital da instituição. 
Embora contabilmente ajude nos índices prudenciais, o instrumento prevê um cronograma de devolução ao Tesouro, atualmente válido segundo calendário aprovado em 2021.

Novo cronograma proposto

O BB propôs um novo escalonamento dos pagamentos, distribuído da seguinte forma:
  • duas parcelas de R$ 100 milhões em julho de 2026 e julho de 2027;
  • uma parcela de R$ 1 bilhão em julho de 2028; e
  • uma parcela final de R$ 2,9 bilhões em julho de 2029.
Caso a repactuação seja aprovada, o banco estima preservar 8 pontos-base (bps) de capital tanto em 2026 quanto em 2027. Já nos dois anos seguintes haveria consumo de capital estimado em 8 bps em 2028 e 22 bps em 2029.
Até que haja eventual aprovação do pedido, segue vigente o cronograma de devolução definido anteriormente.

Estratégia de reforço de capital

Segundo o BB, a iniciativa integra um conjunto de medidas prudenciais adotadas desde 2025 com o objetivo de fortalecer os índices de capital, alinhadas ao Plano de Capital de médio prazo da instituição.
Entre as ações já implementadas está a redução do payout, percentual do lucro distribuído aos acionistas, para 30% em 2025 e 2026. A medida visa preservar recursos internos e reforçar a capacidade de absorção de eventuais choques.
📈 Com a repactuação, o Banco do Brasil busca ganhar maior flexibilidade financeira no curto prazo, suavizando a pressão sobre o capital regulatório nos próximos dois anos, enquanto mantém a previsibilidade dos desembolsos no médio prazo.

BBAS3

Banco do Brasil
Cotação

R$ 27,58

Variação (12M)

3,85 % Logo Banco do Brasil

Margem Líquida

4,29 %

DY

5.11%

P/L

11,54

P/VP

0,84