B3 lança índice atrelado ao Tesouro Selic e abre espaço para novos ETFs

Novo indicador acompanha LFTs e pode impulsionar produtos de renda fixa.

Publicado em 26/03/2026 às 12:07h Publicado em 26/03/2026 às 12:07h por Wesley Santana
ETFs são listados a partir de índices listados na bolsa de valores (Imagem: Shutterstuck)
ETFs são listados a partir de índices listados na bolsa de valores (Imagem: Shutterstuck)

A B3 oficializou, nesta quinta-feira (26), a chegada de um novo índice no mercado de renda fixa. O Índice Tesouro Selic Low Turnover B3, identificado por ISELIC Low B3, deve acompanhar o rendimento médio de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) emitidas pela União.

Segundo comunicado divulgado pela organizadora da bolsa de valores, o índice vai incluir os papéis que são pós-fixados, portanto, os atrelados à taxa básica de juros, a Selic. A lista traz 11 títulos, com vencimentos previstos entre 2027 e 2031, com pesos diferentes na carteira.

A B3 diz que o rebalanceamento do indicador será feito a cada três meses, sempre considerando as informações mais recentes do mercado. Os critérios das LFTs são: ter prazo igual ou superior a dois meses, vencimento a partir de 12 meses e volume diário de negociações acima do patamar definido na operação.

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“A forma de ponderação do índice busca equilibrar a relevância econômica de cada título, medida pelo seu estoque, com a sua liquidez efetiva. Dessa maneira, o ISELIC Low B3 tende a refletir tanto o tamanho quanto a negociabilidade das diferentes emissões de LFTs”, detalha Hênio Scheidt, gerente de Produtos na B3.

Com a novidade, as gestoras e bancos de investimentos poderão lançar novos ativos de renda fixa, oferecendo um cardápio ainda mais completo de opções nesta categoria. Normalmente, a partir dos índices, são lançados ETFs, que são fundos de investimento que acompanham a variação dos índices no mercado.

Hoje, a B3 possui diversos índices que acompanham a renda fixa pública e privada. O Índice Tesouro Selic, lançado no ano passado, por exemplo, é composto pelos títulos mais líquidos e com menor spread disponíveis no mercado.

Foi ele quem abriu caminho para que a Nu Asset criasse um ETF nesta categoria, o Nu CDI Tesouro B3 (NCID11). O ativo, listado em bolsa, já tem um patrimônio líquido de R$ 68 milhões e uma valorização de 3,1% apenas em 2026, conforme dados da gestora, acima da Selic do período.

“O lançamento do NCDI11 reforça o compromisso da Nu Asset em desenvolver soluções que atendam às necessidades do investidor brasileiro, com foco na evolução do mercado de ETFs”, afirma Andrés Kikuchi, diretor executivo da Nu Asset. “Observamos o crescimento do mercado de ETFs no Brasil e buscamos ser um agente ativo nessa evolução, oferecendo soluções que contribuam para o desenvolvimento dos investidores e do mercado”, complementa.