Stock Options: O que são e quais os benefícios?
Se você deseja fazer seu dinheiro render e alcançar seus objetivos financeiros, entender o que são ativos financeiros e como eles funcionam é o primeiro passo.
São esses instrumentos que possibilitam a multiplicação do patrimônio, a geração de renda passiva e a proteção contra a inflação.
Por trás de cada aplicação, seja um título público, uma ação, um fundo imobiliário ou um CDB, existe um ativo financeiro com características próprias, que podem se encaixar (ou não) nos seus planos.
Conhecer essas particularidades, saber como os ativos são classificados e entender como utilizá-los dentro de uma estratégia bem definida é o que diferencia um investidor iniciante de um investidor consciente e eficiente.Confira a seguir!
Ativos financeiros são instrumentos que representam um direito de propriedade ou crédito. Na prática, tratam-se de aplicações de capital que, com o tempo, têm o potencial de gerar retorno financeiro.
Eles existem no formato de contratos, títulos, registros eletrônicos ou ações, e não possuem forma física, como imóveis ou máquinas.
Principais características dos ativos financeiros:
Entender a diferença entre ativos financeiros e passivos financeiros é essencial para quem deseja construir riqueza de forma sustentável.
✅ Ativos financeiros
Exemplos: Investimentos, ações, títulos, fundos imobiliários.
❌ Passivos financeiros
Exemplos: Financiamentos, dívidas, cartão de crédito rotativo, parcelamentos.
Ter mais ativos do que passivos é o que define a saúde financeira de uma pessoa. Quem investe regularmente e mantém suas dívidas sob controle tem mais chances de acumular patrimônio e alcançar a liberdade financeira.
Os ativos financeiros podem ser classificados de várias maneiras, de acordo com a função que cumprem na carteira, com o tipo de rendimento que oferecem ou com o seu perfil de risco.
Veja abaixo as classificações mais importantes:
1. Classificação por objetivo
São ativos com alta liquidez, baixo risco e rendimento estável. Servem para cobrir emergências, proteger o capital e garantir tranquilidade financeira.
Exemplos:
Focados em multiplicar o patrimônio no médio e longo prazo, mesmo com maior risco.
Exemplos:
Buscam gerar fluxo de caixa regular por meio de dividendos, aluguéis financeiros ou pagamentos de juros.
Exemplos:
2. Classificação por natureza
Exemplos: Tesouro Direto, CDBs, LCIs, LCAs, debêntures, CRIs e CRAs.
Exemplos: Ações, FIIs, ETFs, BDRs, opções e criptoativos.
3. Classificação por emissor
Emitidos por órgãos do governo para financiar despesas públicas.
Exemplos: Tesouro Direto (Selic, Prefixado, IPCA+), NTN-B, etc.
Emitidos por empresas, bancos e instituições financeiras com o mesmo objetivo: captar recursos e remunerar os investidores.
Exemplos: CDB, debênture, CRI, CRA, ações.
Agora que você já compreende o conceito e as classificações de ativos financeiros, é hora de conhecer com mais profundidade os tipos de ativos mais comuns e acessíveis para investidores no Brasil.
Cada um deles possui características próprias, níveis de risco, liquidez e rentabilidade distintos, o que torna essencial a escolha consciente e estratégica, de acordo com o seu perfil e seus objetivos.
Vamos explorar os ativos mais relevantes do mercado brasileiro:
Ações
As ações são os ativos financeiros mais negociados da renda variável. Ao comprar uma ação, o investidor adquire uma fração do capital social de uma empresa de capital aberto, ou seja, torna-se sócio daquela organização. Isso significa que passa a participar tanto dos lucros quanto dos riscos do negócio.
A valorização da ação pode ocorrer por diversos motivos, como aumento do lucro da empresa, mudanças positivas no setor ou expectativa de crescimento futuro. Existem duas principais formas de lucrar com ações:
As ações podem ser classificadas em:
Embora o potencial de rentabilidade seja alto, a volatilidade é inerente a esse tipo de ativo. Por isso, investir em ações exige conhecimento, paciência e visão de longo prazo.
Tesouro Direto
O Tesouro Direto é uma plataforma que permite o investimento em títulos públicos federais emitidos pelo governo, acessível para pessoas físicas a partir de valores baixos (como R$ 30).
Trata-se de um dos ativos mais seguros do mercado, pois o risco de crédito é do próprio Tesouro Nacional.
Esses títulos são usados pelo governo para financiar suas atividades e podem oferecer três tipos de rentabilidade:
Além de segurança e acessibilidade, os títulos do Tesouro têm liquidez diária, permitindo resgate antecipado com venda a mercado. No entanto, o valor de resgate pode variar, especialmente nos títulos prefixados e híbridos.
CDB, LCI e LCA
Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário), LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) são ativos da renda fixa emitidos por bancos e instituições financeiras.
Todos esses títulos contam com proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura até R$ 250 mil por CPF e por instituição, em caso de quebra do emissor.
No entanto, a liquidez pode variar, há CDBs com resgate diário e outros com vencimento fixo.
Debêntures
As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas privadas que buscam captar recursos diretamente com investidores.
Ao investir em uma debênture, você está emprestando dinheiro à empresa em troca de uma remuneração acordada, geralmente na forma de juros, pagos de forma periódica ou no vencimento.
Existem dois principais tipos:
Por não contarem com garantia do FGC, as debêntures exigem uma análise mais criteriosa da saúde financeira da empresa emissora. Apesar disso, costumam oferecer rentabilidades superiores aos títulos tradicionais, como forma de compensar o risco de crédito.
Esse tipo de ativo pode ser indicado para investidores com perfil mais arrojado, que buscam diversificação e maiores retornos dentro da renda fixa privada.
Fundos Imobiliários (FIIs)
Os Fundos de Investimento Imobiliário, ou FIIs, são uma forma acessível de investir no setor imobiliário, sem precisar comprar um imóvel físico.
Ao adquirir cotas de um FII, o investidor passa a ter uma participação proporcional nos rendimentos do fundo, que podem vir de aluguéis, lucros de venda de imóveis ou aplicações financeiras.
Os principais tipos de FIIs são:
As cotas dos FIIs são negociadas na bolsa, assim como as ações, e permitem liquidez diária.
A grande vantagem está na renda passiva isenta de IR, com distribuição mensal de rendimentos aos cotistas. Além disso, oferecem diversificação, pois com uma única cota o investidor já participa de diversos imóveis.
Além disso, FIIs são uma boa opção de investimento para quem deseja renda recorrente com menor volatilidade do que ações.
ETFs
Os ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos de índice negociados em bolsa. Cada ETF busca replicar o desempenho de um índice de mercado, como o Ibovespa, o S&P 500 ou o IFIX, de forma passiva e com baixo custo.
Investir em ETF é uma maneira prática de diversificar a carteira com poucos recursos, já que ao comprar uma única cota o investidor passa a ter exposição a dezenas ou até centenas de ativos.
São ideais para quem busca exposição a grandes carteiras com simplicidade e custos reduzidos, especialmente no início da jornada como investidor.
A escolha dos ativos financeiros que vão compor sua carteira de investimentos é uma etapa fundamental para o sucesso da sua estratégia.
Engana-se quem pensa que basta escolher aqueles com a maior rentabilidade do momento. Investir bem não é correr atrás de ganhos rápidos, mas sim construir uma base sólida, com equilíbrio entre risco, prazo, liquidez e objetivos.
Antes de qualquer decisão, é fundamental entender duas coisas: seu perfil de investidor e suas metas financeiras.
1.Identifique o seu perfil de investidor
O perfil de investidor define o seu grau de tolerância ao risco e como você lida com oscilações de mercado. Ele é fundamental para que suas escolhas estejam alinhadas ao seu comportamento emocional diante dos investimentos.
Ideal para quem está começando a investir, tem metas de curto prazo ou não pode correr riscos com o capital.
É um perfil comum entre investidores que já têm uma reserva de emergência e desejam potencializar o patrimônio no médio prazo.
Esse perfil exige mais conhecimento, preparo psicológico e planejamento.
2.Defina seus objetivos financeiros
Saber o motivo pelo qual você está investindo ajuda a definir o prazo de cada meta e os ativos ideais para alcançá-la. Veja alguns exemplos:
|
Objetivo |
Prazo |
Perfil recomendado |
Tipos de ativos indicados |
|
Montar reserva de emergência |
Curto prazo |
Conservador |
Tesouro Selic, CDB com liquidez diária, fundos DI |
|
Comprar um imóvel |
Médio prazo |
Conservador a moderado |
CDBs com vencimento, Tesouro IPCA+, LCI/LCA |
|
Aposentadoria ou independência |
Longo prazo |
Moderado a arrojado |
Ações, ETFs, Tesouro IPCA+, fundos de previdência |
|
Viver de renda no futuro |
Longo prazo |
Moderado a arrojado |
FIIs, ações com dividendos, debêntures, fundos de renda |
Perceba que, mesmo uma pessoa conservadora pode adotar uma postura mais moderada ou arrojada em uma parte da carteira, desde que respeite o prazo e o objetivo da aplicação.
Escolher o ativo certo não depende apenas do tipo ou nome da aplicação. É essencial avaliar as características técnicas e estratégicas de cada ativo, considerando o famoso tripé dos investimentos: liquidez, risco e rentabilidade.
1. Liquidez: quando você pode resgatar o dinheiro?
A liquidez indica a facilidade e a velocidade com que o investimento pode ser convertido em dinheiro. Quanto mais líquida for a aplicação, mais rápido você pode acessá-la — o que é essencial para emergências ou oportunidades.
Dica: Não comprometa sua reserva de emergência com ativos de baixa liquidez. Planeje bem o prazo da aplicação.
2. Risco: qual a chance de perder dinheiro?
Todo investimento tem risco, mesmo os mais conservadores. O risco é a chance do rendimento não ser o esperado, ou até de haver perdas.
Tipos de risco mais comuns:
3. Rentabilidade: quanto o ativo pode render?
A rentabilidade representa o retorno que o ativo financeiro pode oferecer em termos nominais (sem considerar inflação e taxas) ou reais (já descontando esses fatores).
Atenção:
Cuidado com promessas de rentabilidade garantida! Isso não existe, principalmente em ativos de renda variável.
Depois de montar sua carteira, o trabalho continua. A gestão ativa dos seus investimentos é fundamental para manter sua estratégia eficiente e adaptada à realidade.
Acompanhe a performance da carteira
Você não precisa olhar todos os dias, mas uma revisão mensal ou trimestral ajuda a manter a disciplina e os objetivos no radar.
Faça rebalanceamento periódico
Com o tempo, alguns ativos vão valorizar mais que outros, mudando a proporção da carteira. O rebalanceamento é o ajuste dessas proporções para manter o nível de risco adequado.
Exemplo: Se sua carteira era 70% renda fixa e 30% renda variável, e as ações valorizaram, talvez agora esteja 60%/40%. Para voltar ao perfil inicial, você pode:
Isso ajuda a:
Reavalie seus objetivos com o tempo
Metas mudam, e sua carteira precisa acompanhar. Um investidor jovem e solteiro pode se tornar pai e querer reduzir a exposição ao risco. Alguém que buscava crescimento pode começar a priorizar renda.
Reflita:
Investir bem é um processo dinâmico, que exige atualização, aprendizado e adaptação.
Entender o que são ativos financeiros e como classificá-los é essencial para construir um patrimônio sólido, diversificado e alinhado aos seus objetivos.
Mais do que buscar rentabilidade, o investidor de sucesso busca entender riscos, prazos e estratégia. Com conhecimento e disciplina, o mercado financeiro se torna um aliado poderoso da sua liberdade financeira.
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