Berkshire (BERK34), de Buffett, compra fatia de US$ 1,8 bi na Tokio Marine
Greg Abel, novo CEO após Buffett, classificou os investimentos no Japão como comparáveis às principais posições da empresa nos EUA.
🚨 O mercado financeiro vem reagindo com cautela ao processo de sucessão na Berkshire Hathaway (BERK34), conglomerado comandado por Warren Buffett há quase 60 anos.
Desde o dia 2 de maio, véspera do anúncio oficial de que o investidor deixará o cargo de CEO ao final de 2025, as ações Classe A da Berkshire recuaram 14%, marcando o pior desempenho relativo frente ao S&P 500 desde 1990.
No mesmo período, o índice norte-americano S&P 500 acumulou alta de 11%, incluindo dividendos. A disparidade acende um sinal de alerta sobre a possível perda de confiança de parte dos investidores na nova liderança do grupo.
Buffett, de 94 anos, é amplamente reconhecido como um dos maiores investidores da história. Ele transformou a Berkshire Hathaway, uma antiga tecelagem em dificuldades, em um conglomerado multibilionário que atua em setores como:
Desde que assumiu a companhia em 1965, sua estratégia baseada em investimentos de valor e visão de longo prazo gerou retornos superiores em mais de 5 milhões de pontos percentuais em relação ao S&P 500.
A transição de poder para Greg Abel, atual vice-presidente responsável pelas operações não seguradoras, marca uma nova era para a companhia.
Apesar da confiança depositada na sucessão interna, o mercado ainda parece cético sobre a continuidade do chamado "prêmio Buffett" — uma valorização implícita nas ações associada à figura do lendário investidor.
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A diferença de performance da Berkshire em relação ao S&P 500, em um intervalo de três meses, é uma das maiores já registradas desde 1990, segundo levantamento do Financial Times.
A única ocasião em que a empresa ficou mais atrás do índice em termos trimestrais foi durante o início da pandemia da Covid-19, quando setores como seguros e serviços financeiros — que compõem grande parte da Berkshire — sofreram forte impacto.
Mesmo diante de resultados operacionais positivos em praticamente todas as suas unidades de negócios no segundo trimestre de 2025, a companhia viu seu valor de mercado ser penalizado.
Ainda não se sabe ao certo quem está se desfazendo das ações Classe A da Berkshire, historicamente negociadas acima dos US$ 800 mil por unidade.
Esses papéis, com maior poder de voto, costumam ser mantidos por investidores de longo prazo e famílias que acompanham Buffett desde os primórdios de sua carreira.
Relatórios detalhados sobre movimentações de grandes fundos e investidores institucionais devem ser divulgados até o fim do mês, o que poderá esclarecer a origem da recente pressão vendedora.
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O curioso é que a queda nas ações ocorre apesar de lucros crescentes em áreas estratégicas da Berkshire. No segundo trimestre, a holding reportou crescimento nas operações de:
Ainda assim, a incerteza sobre a nova fase da companhia sem Buffett no comando imediato tem pesado mais do que os fundamentos positivos — pelo menos no curto prazo.
Para a analista Cathy Seifert, da CFRA Research, o desempenho recente revela o esvaziamento gradual do "prêmio Buffett" incorporado ao valor da ação.
“A transição é bem planejada, mas a credibilidade e o carisma de Buffett são incomparáveis. Será preciso tempo para que Greg Abel conquiste o mesmo nível de confiança”, disse o analista.
📊 A aposta agora é de que o novo comando mantenha a disciplina de alocação de capital, o perfil conservador e a reputação que fizeram da Berkshire Hathaway um ícone de excelência em gestão financeira.
Greg Abel, novo CEO após Buffett, classificou os investimentos no Japão como comparáveis às principais posições da empresa nos EUA.
Já o novo CEO da Berkshire decidiu investir todo o seu salário em ações da empresa.
Buffett deixou o cargo de presidente-executivo no início de 2026, aos 95 anos, mas permanece como chairman do conselho.
Segundo o balanço, a retração foi puxada pela piora do segmento de seguros, com lucro de subscrição 54% menor, a US$ 1,56 bilhão.
A posição envolve 5,1 milhões de ações, avaliadas em aproximadamente US$ 351,7 milhões no fim de dezembro.
Desvalorização em 2026 ocorre em meio à transição de gestão pós-Buffett.
Abel exercia a função de vice-presidente encarregado das operações fora do segmento de seguros.
Aos 95 anos, Warren Buffett cumpre o cronograma de sucessão anunciado em sua carta de despedida em novembro.
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