Raízen (RAIZ4) pede recuperação extrajudicial para renegociar dívidas
Empresa quer renegociar R$ 65 bi em dívidas e já conta com apoio de 47% dos credores.
⛽ A Raízen (RAIZ4) informa ao mercado nesta quinta-feira (12) que precificou a emissão de US$ 1 em títulos de renda fixa em dólar, no mercado internacional.
No caso, a fabricante de açúcar e maior produtora de etanol do mundo lançou ao mercado sua emissão de Green Notes, cujos vencimentos acontecem em janeiro de 2035, com taxa prefixada de 5,07% ao ano.
Conforme o comunicado divulgado, as Green Notes serão garantidas pela Raízen e sua empresa controlada, a Raízen Energia. Já a conclusão da operação é esperada para o dia 17 de setembro de 2024.
Os títulos de renda fixa em dólar serão distribuídas em operações isentas de registro nos Estados Unidos para investidores institucionais qualificados e para cidadãos não norte-americanos domiciliados fora dos Estados Unidos.
➡️ Leia mais: Eletrobras (ELET3) emite títulos de renda fixa em dólar
Por que a Raízen está pegando dinheiro emprestado?
O dinheiro emprestado pelos investidores de renda fixa em dólar à Raízen serão usados para o pagamento de dívidas da companhia, além da gestão ordinária de seus negócios.
♻️ A empresa ligada ao agronegócio também afirma que pretende usar parte desses US$ 1 bilhão para a realização de investimentos em projetos e ativos selecionados segundo as boas práticas de sustentabilidade da Raízen.
Já a nota de crédito (rating) dos Green Notes seguiu a mesma avaliação da Raízen (BBB, avaliação dada pelas agências de classificação de Fitch e S&P), a nota de crédito mínima para que o título de renda fixa tenha o chamado Grau de Investimento.
Empresa quer renegociar R$ 65 bi em dívidas e já conta com apoio de 47% dos credores.
Títulos de dívida da empresa dolarizados (bonds) veem taxas dispararem e estressar derivativos.
A companhia busca uma "solução abrangente e definitiva" para fortalecer a estrutura de capital.
As negociações entre Shell e Cosan para injetar capital novo na Raízen foram interrompidas nesta semana, segundo fontes a par das tratativas.
Durante as negociações, a Shell teria se comprometido a aportar R$ 3,5 bilhões.
O CEO da Shell no Brasil afirmou que a empresa prefere manter a estrutura atual da companhia sem divisões.
A multinacional, que divide o controle da joint venture com a Cosan, estuda elevar o valor inicialmente previsto para recapitalizar a empresa.
Produtora de açúcar e etanol corre o risco de ser desmembrada, conforme proposta da Cosan.
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