Petróleo volta a subir diante de ataques no Estreito de Ormuz

Barril retomou o patamar dos US$ 90, após navios serem atingidos por projéteis em Ormuz.

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Publicado em 11/03/2026 às 11:03h - Atualizado Agora Publicado em 11/03/2026 às 11:03h Atualizado Agora por Marina Barbosa
Segundo os EUA, Irã instalou minas no Estreito de Ormuz (Imagem: Shutterstock)
Segundo os EUA, Irã instalou minas no Estreito de Ormuz (Imagem: Shutterstock)
Os preços internacionais do petróleo voltaram a subir forte nesta quarta-feira (11), diante da escalada das tensões no Oriente Médio.
💣 De acordo com os Estados Unidos, o Irã teria plantado minas no Estreito de Ormuz -rota marítima por onde passa boa parte da produção mundial de petróleo e gás.
Forças militares americanas já teriam destruído 16 embarcações iranianas usadas na colocação dos projéteis. Ainda assim, três navios teriam sido atingidos pelos projéteis.
Os ataques indicam que o confronto ainda pode estar longe do fim, como indicou o presidente americano, Donald Trump, no início desta semana.
Trump disse na segunda-feira (9) que a guerra estava "praticamente concluída", o que deu fôlego aos mercados globais.
Contudo, a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou banir a exportação de todo o petróleo produzido no Oriente Médio enquanto os ataques continuassem.  
"Não permitiremos que nem um litro de petróleo chegue aos EUA, aos sionistas (Israel) e seus parceiros. Qualquer embarcação ou petroleiro com destino a eles será um alvo legítimo", disse o porta-voz do comando militar iraniano, Ebrahim Zolfaqari.
O Irã ainda ameaçou lançar uma campanha de ataques contínuos contra os seus adversários, além de ofensivas contra bancos e instituições financeiras.
Diante disso, Trump renovou as ameaças ao país persa, o petróleo voltou a subir e os investidores retomaram o tom de cautela nesta quarta-feira (11).
🛢️ O barril do tipo Brent chegou a avançar mais de 3% e voltou a ser negociado perto dos US$ 90 nesta manhã (11). O Irã já disse, no entanto, que o barril pode chegar a US$ 200 caso a segurança regional siga em risco.
A escalada do petróleo ameaça os preços dos combustíveis em todo o mundo. Por isso, levantou temores inflacionários e colocou em xeque as perspectivas de cortes de juros em países como os Estados Unidos e o Brasil.

AIE quer liberar reservas de petróleo

Diante das dúvidas sobre os desdobramentos da guerra e o seu impacto no mercado de petróleo, a AIE (Agência Internacional de Energia) deve propor a liberação de parte das reservas emergenciais de petróleo do mundo.
O plano está sendo discutido com os países-membro da associação, como Alemanha, Japão e Estados Unidos, e pode envolver até 400 milhões de barris. 
Esta seria a maior liberação emergencial de reservas de petróleo da história. O recorde anterior foi de 182,7 milhões de barris, no início da guerra entre Rússia e Ucrânia.
A medida pode ajudar a conter a escalada do preço do petróleo e ainda garantir o abastecimento mundial. Afinal, o bloqueio do Estreito de Ormuz afeta o escoamento da commodity e já fez com que alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo tivessem que reduzir a sua produção. Entre eles, o Iraque e os Emirados Árabes Unidos.