Petróleo rompe US$ 100 e bolsas globais recuam após Trump anunciar bloqueio de Ormuz

Trump também ameaçou Pequim com tarifas de cerca de 50% caso o país forneça apoio militar ao Irã.

Publicado em 13/04/2026 às 07:42h Publicado em 13/04/2026 às 07:42h por Elanny Vlaxio
O bloqueio começa a partir das 11h desta segunda-feira (13) (Imagem: Shutterstock)
O bloqueio começa a partir das 11h desta segunda-feira (13) (Imagem: Shutterstock)
O início da semana está sendo marcado por um choque de realidade nos mercados globais. A escalada das tensões no Oriente Médio voltou ao centro das atenções depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz, movimento que veio na esteira do fracasso das negociações de paz entre EUA e Irã no fim de semana.
A partir das 11h desta segunda-feira (13), no horário de Brasília, as forças armadas americanas passam a implementar um bloqueio aos portos iranianos, elevando o grau de incerteza no cenário internacional. A reação veio rápida e o petróleo disparou e voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril, refletindo o temor de interrupções na oferta global.
No campo diplomático, a China elevou o tom. Sem mencionar diretamente os Estados Unidos, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, apontou que a “causa raiz” da crise está na guerra em curso e pediu “calma e contenção”, ao mesmo tempo em que alertou que o bloqueio do estreito representa uma ameaça ao comércio global. 
Em paralelo, Trump endureceu o discurso e ameaçou Pequim com tarifas de cerca de 50% caso o país forneça apoio militar ao Irã. Enquanto isso, os mercados reagiam em tempo real. Em Nova York, os índices futuros operavam no vermelho, refletindo o aumento da aversão ao risco:
  • Dow Jones Futuro: -0,56%;
  • S&P 500 Futuro: -0,11%;
  • Nasdaq Futuro: -0,35%.
Na Europa, o clima também era de cautela. As bolsas recuavam de forma generalizada, com destaque para o setor de viagens, pressionado pelo enfraquecimento das expectativas de paz na região. Além disso, investidores acompanhavam o cenário político na Hungria, após o primeiro-ministro Viktor Orbán reconhecer a derrota para o partido pró-União Europeia Tisza, liderado por Peter Magyar.
Na contramão, os mercados da Ásia-Pacífico encerraram o pregão em alta, após uma sequência de seis quedas consecutivas. O avanço foi impulsionado justamente pela disparada do petróleo, mesmo diante do cenário geopolítico mais tenso.
As commodities refletiram esse movimento:
  • Petróleo WTI: +7,75%, a US$ 104,05 o barril;
  • Petróleo Brent: +7,07%, a US$ 101,93 o barril;
  • Minério de ferro (Dalian): 0,34%, a 763,50 iuanes (US$ 111,82).