Petróleo dispara e toca os US$ 115; veja o que pode ficar mais caro

A guerra entre os países já entre em seu 20º dia nesta quinta-feira (19).

Publicado em 19/03/2026 às 07:46h Publicado em 19/03/2026 às 07:46h por Elanny Vlaxio
A disparada acontece após novos ataques (Imagem: Shutterstock)
A disparada acontece após novos ataques (Imagem: Shutterstock)
Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira (19), em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. O barril do Brent, referência global, ultrapassou os US$ 115 e atingiu o maior nível em mais de uma semana após o Irã atacar instalações energéticas na região, em resposta a uma ofensiva de Israel contra o campo de gás de South Pars.
🛢️ O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva representa uma intensificação relevante da guerra. Ainda assim, indicou que novos ataques desse tipo não devem ocorrer, a menos que haja uma retaliação por parte iraniana.
Com isso, por voltas das 6h, os contratos futuros do Brent chegaram a subir quase US$ 8 no dia, alcançando a máxima de US$ 115,10, o maior patamar desde 9 de março. Logo depois, às 08h35, horário de Brasília, o Brent para maio era negociado a US$ 114,49. 

O que pode ficar mais caro

A disparada da commodity tende a gerar efeitos em cadeia na economia. Segundo Wanderley Gonçalves, planejador financeiro CFP e especialista em investimentos, o impacto vai além dos combustíveis. “Quando o preço do petróleo aumenta os impactos vão muito além dos combustíveis, devido petróleo afetar tanto o custo direto do diesel e da gasolina quanto o frete e insumos industriais”, afirma.
No Brasil, onde o transporte de cargas depende majoritariamente do modal rodoviário, o encarecimento do diesel pressiona o custo do frete. Com isso, produtos como alimentos, medicamentos e roupas transportados até os centros urbanos tendem a ficar mais caros.
💰 O efeito também alcança o setor aéreo. O querosene de aviação acompanha de perto as oscilações do petróleo, o que pode levar a um aumento no preço das passagens. No agronegócio, os impactos aparecem tanto no uso de combustíveis em máquinas e caminhões quanto no custo de fertilizantes importados do Oriente Médio.
A indústria é outro elo afetado. Para Fernando Benavenutto, planejador financeiro e sócio da Anvex Capital, o petróleo é insumo essencial em diversas cadeias produtivas. “A elevação do preço do petróleo tende a pressionar toda a cadeia petroquímica, uma vez que o barril é matéria-prima fundamental para a produção de uma ampla gama de insumos industriais”, explicou.