ANP libera Petrobras (PETR4) para voltar a perfurar na Foz do Amazonas
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
🚨 A Petrobras (PETR4) está cada vez mais próxima de obter a autorização para perfurar um poço exploratório em águas ultraprofundas na Bacia da Foz do Rio Amazonas, no Amapá.
A diretora executiva de Exploração e Produção da companhia, Sylvia Anjos, confirmou nesta terça-feira (12), que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já definiu a data para a realização de um simulado obrigatório na região — etapa considerada decisiva para a conclusão do processo de licenciamento.
Segundo Anjos, o Ibama será o responsável por anunciar oficialmente o cronograma. O exercício de simulação terá duração estimada de três a quatro dias e servirá para testar a capacidade de resposta das equipes em caso de acidente com vazamento de petróleo.
O simulado é visto como o último requisito técnico antes da decisão final do órgão ambiental sobre liberar ou não as operações exploratórias na área.
A região é considerada pela indústria como uma nova fronteira promissora para reservas de petróleo, mas também carrega um alto grau de complexidade e sensibilidade socioambiental, o que exige protocolos rigorosos.
O projeto tem enfrentado resistência de organizações ambientais e questionamentos sobre o impacto na biodiversidade e nas comunidades costeiras. Ainda assim, a Petrobras reforça que todas as exigências técnicas e legais estão sendo atendidas.
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O anúncio do avanço no processo de licenciamento coincidiu com a conclusão de um leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado nesta terça-feira (12).
No certame, Petrobras, ExxonMobil, Chevron e CNPC arremataram 19 dos 47 blocos exploratórios ofertados na Bacia da Foz do Amazonas. O bônus de assinatura total somou R$ 844 milhões para os cofres públicos.
A presença de grandes players internacionais, mesmo diante de desafios ambientais e incertezas regulatórias, foi vista pelo mercado como um sinal de confiança no potencial econômico da região.
Para a Petrobras, a realização do simulado representa um avanço estratégico, aumentando a atratividade da área para investimentos e consolidando o interesse global pela nova fronteira exploratória.
💲 Caso o licenciamento seja aprovado, a perfuração poderá abrir caminho para uma nova fase de desenvolvimento do setor de petróleo no norte do Brasil, ampliando a relevância da Bacia da Foz do Amazonas no mapa energético nacional.
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
Por volta das 12h, os papéis preferenciais PETR4 subiam 2,54%, negociados a R$ 38,29, liderando os ganhos do Ibovespa.
Segundo comunicado, os acordos firmados podem resultar na comercialização de até 60 milhões de barris de petróleo brasileiro.
O objetivo é compensar o declínio natural de campos mais antigos e reforçar a presença da companhia.
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