Ouro bate recorde acima de US$ 4.800 por onça, com ajudinha de Trump

Investidores recorrem a ativos de reserva de valor e proteção, como o ouro, em meio às tensões geopolíticas em 2026.

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Publicado em 21/01/2026 às 17:33h - Atualizado 11 minutos atrás Publicado em 21/01/2026 às 17:33h Atualizado 11 minutos atrás por Lucas Simões
Queda de braço entre Trump e Europa pela Groenlândia impulsiona cotação do ouro (Imagem: Shutterstock)
Queda de braço entre Trump e Europa pela Groenlândia impulsiona cotação do ouro (Imagem: Shutterstock)
Pela primeira vez na história, a cotação do ouro ficou acima dos US$ 4.800 por onça-troy (unidade de peso equivalente a cerca de 31 gramas) nesta quarta-feira (21). Afinal de contas, não só investidores pessoas físicas como também os bancos centrais mundo afora recorrem ao metal precioso em tempos de incertezas geopolíticas
Os contratos futuros de ouro com vencimento em fevereiro, aqueles com maior liquidez na divisão de metais da Bolsa de Derivativos e Commodities de Nova York (Nymex), tiveram valorização de +1,50% hoje, valendo US$ 4.837,50 por onça-troy. Já os contratos futuros da prata com vencimento em março cederam -2,11%, negociados por US$ 92,63 por onça-troy.
Como pano de fundo, os preços das commodities usadas como porto seguro pelos investidores repercutiram o discurso do presidente americano Donald Trump, que esteve presencialmente no Fórum Econômico Mundial, sediado anualmente em Davos, nos Alpes Suíços.
O tom brando usado pelo chefe da Casa Branca ao afirmar perante as autoridades internacionais, especialmente os governos europeus, que os Estados Unidos não pretendem tomar à força o território semiautônomo da Groenlândia da atual tutela do Reino da Dinamarca.
Contudo, Trump não abriu mão de seguir tentando anexar a maior ilha do mundo por meio da compra em dinheiro, o que tem feito a União Europeia cogitar o uso da "bazuca comercial" contra as empresas americanas.
Na véspera, tanto o ouro quanto a prata apreciaram ganhos percentuais mais relevantes, por isso, muitos investimentos atrelados aos dois metais preciosos realizavam lucros nesta quarta-feira. As ações da mineradora Aura Minerals (AURA33), listadas aqui no Brasil, acumulam lucro de quase +30% só em 2026.
O ETF GDXJ, investimento que aplica nas mineradoras júnior de ouro com maior potencial de crescimento no mundo, viu suas cotas caírem -1,79% neste pregão. Já o ETF SILJ, que replica o desempenho das mineradoras júnior de prata, retrocedia -2,18%. Segundo dados do Investidor10, no acumulado dos últimos 12 meses, ambos ETFs Americanos registram ganhos de +195% e +234%, respectivamente.

AURA33

Aura Minerals
Cotação

R$ 115,44

Variação (12M)

387,55 % Logo Aura Minerals

Margem Líquida

-5,55 %

DY

2,35 %

P/L

-116,31

P/VP

15,45