Nubank (ROXO34) anuncia R$ 2,5 bilhões para escritórios e avança no modelo híbrido

Banco digital prevê aporte em infraestrutura no Brasil ao longo dos próximos cinco anos.

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Publicado em 26/01/2026 às 11:54h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 26/01/2026 às 11:54h Atualizado 1 minuto atrás por Wesley Santana
Nubank é o maior banco digital do Brasil, com milhões de consumidores (Imagem: Shutterstock)
Nubank é o maior banco digital do Brasil, com milhões de consumidores (Imagem: Shutterstock)

Depois de cinco anos de home office quase completo para os funcionários, o Nubank (ROXO34) deve acabar com a flexibilidade. O banco digital informou um investimento de R$ 2,5 bilhões nos próximos cinco anos para equipar os escritórios em grandes cidades.

Na cidade de São Paulo, o espaço escolhido foi o Cyrela Corporate, localizado na Oscar Freire, que deve começar a funcionar em 2027. São mais de 35 mil metros quadrados de área que serão adaptados para receber quem até então só trabalhava no modelo de home office.

Poucos metros dali, o Capote 210 deve se transformar em um espaço de inovação com mais de 5,7 mil estações de trabalho. O edifício corporativo também é casa de outras empresas em seus 20 andares.

A empresa ainda prevê a inauguração de escritórios em outras cidades do país, como Campinas (Bresco Viracopos), Rio de Janeiro (Vista Mauá) e Belo Horizonte (local a ser definido). O prazo das obras é o segundo semestre de 2026; portanto, tudo deve ser finalizado nos próximos meses.

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A instituição financeira diz que a mudança no modelo de trabalho decorre do crescimento e da expansão do negócio para outros países. A gestão entende que levar os profissionais para os escritórios pode contribuir para acelerar a inovação dentro da companhia, que hoje vale US$ 87,4 bilhões.

“Investir em espaços físicos é investir na nossa capacidade de inovar. É no escritório, no contato direto entre os Nubankers, que grandes ideias nascem e evoluem com a agilidade que o nosso negócio exige. Queremos oferecer o melhor ambiente possível para essa colaboração. E isso se reflete em números expressivos para a nossa operação brasileira: planejamos um aporte superior a R$ 2,5 bilhões em projetos de infraestrutura ao longo dos próximos cinco anos”, afirma Lívia Chanes, CEO do Nubank Brasil.

O mercado reagiu de forma tranquila ao investimento bilionário, com as ações performando nesta segunda-feira quase na mesma faixa do fechamento da última sexta. Por volta das 12h, os papéis na B3 estavam cotados em R$ 16, o que representa uma alta de 4% desde o começo deste ano.

Mudança estrutural

O banco já havia informado seus funcionários de que adotaria o modelo híbrido a partir de julho de 2026, em novembro do ano passado. Na época, foi dito que os colaboradores teriam que ir ao escritório pelo menos dois dias por semana, encerrando um período em que a presença era necessária apenas a cada três meses.

“A partir de 1º de julho de 2026, planejamos trazer os Nubankers de volta ao trabalho em equipe presencial, dentro de escritórios vibrantes, começando com dois dias por semana e, mais adiante, três dias por semana em 1º de janeiro de 2027”, disse o presidente-executivo, David Vélez, por meio de carta.

A reação de parte dos funcionários foi bastante diferente do que a companhia imaginava, resultando na demissão de 12 pessoas depois de um café com o alto escalão. Os funcionários foram contrários à volta aos escritórios, o que não teria agradado à gestão do Nubank.

“Recebemos a denúncia sobre as demissões desses trabalhadores e procuramos a direção do Nubank para esclarecimentos e abertura de negociação sobre a suspensão dessas demissões. Os trabalhadores foram convidados a se manifestar em uma reunião e depois são punidos com demissão? Queremos esclarecimentos”, afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários, Neiva Ribeiro.