Minha Casa, Minha Vida ganha limites maiores; veja quem ganha com isso

O FGTS elevou o limite de renda das 4 faixas do MCMV, além do teto de financiamento do programa.

Publicado em 24/03/2026 às 14:31h Publicado em 24/03/2026 às 14:31h por Marina Barbosa
Minha Casa, Minha Vida vem ajudando as construtoras de baixa e média renda (Imagem: Shutterstock)
Minha Casa, Minha Vida vem ajudando as construtoras de baixa e média renda (Imagem: Shutterstock)
O MCMV (Minha Casa, Minha Vida) ganhou limites maiores de renda e de financiamento nesta terça-feira (24).
🏠 A medida reduz os juros pagos pelas famílias de baixa renda na compra da casa própria e amplia o acesso das famílias de classe média ao programa. Logo, ainda pode beneficiar as construtoras que atuam nesse setor.
Com a mudança, famílias que ganham até R$ 13 mil por mês poderão entrar no Minha Casa, Minha Vida e imóveis de até R$ 600 mil poderão ser financiados pelo programa. Veja o que mudou:

Novos limites de renda

💲 O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) elevou nesta terça-feira (24) o limite de renda de todas as quatro faixas do Minha Casa, Minha Vida.
Com isso, a faixa 1 do programa passou a atender famílias que ganham até R$ 3,2 mil por mês e não mais R$ 2,85 mil. Além disso, essas famílias passaram a contar com uma taxa de juros máxima de 4,50% ao ano. 
Já o teto da faixa 2 subiu de R$ 4,7 mil para R$ 5 mil e o da faixa 3 passou de R$ 8,6 mil para R$ 9,6 mil. No caso da faixa 4, voltada à classe média, o teto subiu de R$ 12 mil para R$ 13 mil.
Pelos cálculos do governo, as alterações permitirão que 8,2 mil famílias entrem no escopo do Minha Casa, Minha Vida e outras 87,5 mil paguem juros menores no financiamento da casa própria.
"Na prática, famílias cuja renda é de cerca de R$ 2.900, menos de dois salários mínimos no valor atual, estavam enquadradas na faixa 2 do programa e com isso, passam agora para a faixa 1 e terão acesso a juros mais baixos e sucessivamente", explicou o Ministério das Cidades.

Novos tetos de financiamento

📈 Além disso, o Conselho Curador do FGTS elevou o valor dos imóveis que podem ser financiados pelas duas faixas mais elevadas do Minha Casa, Minha Vida.
Com isso, o teto de financiamento da faixa 3 subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil e o da faixa 4 passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
No caso das faixas 1 e 2, o limite de financiamento já havia sido elevado para o intervalo entre R$ 210 mil e R$ 275 mil em janeiro. Por isso, não mudou.
De toda forma, o secretário-executivo substituto do Conselho Curador do FGTS, Sandro Pereira Silva, observou que a novidade permite que novos imóveis sejam enquadrados no Minha Casa, Minha Vida.

Veja como ficaram os limites do MCMV:

  Renda familiar Teto de financiamento Taxa de juros
Faixa 1 R$ 3.200 R$ 210 mil a R$ 275 mil 4,50%
Faixa 2 R$ 5.000 R$ 210 mil a R$ 275 mil 6,50%
Faixa 3 R$ 9.600 R$ 400 mil 7,66%
Faixa 4 R$ 13.000 R$ 600 mil 10,50%
 

Impacto nas construtoras

A atualização dos limites do Minha Casa, Minha Vida pode beneficiar as construtoras que operam nesse segmento.
Antes mesmo da reunião do Conselho Curador do FGTS, a XP já havia dito que as medidas tendem a beneficiar a Cury (CURY3) e a Direcional (DIRR3), que operam nas faixas mais altas do programa.
A XP ainda vê ganhos para Tenda (TEND3), Plano & Plano (PLPL3) e MRV (MRVE3), já que a ampliação da faixa de isenção do IR (Imposto de Renda) pode elevar a disponibilidade de crédito das famílias atendidas por essas empresas, normalmente enquadradas na faixa 2 do MCMV.
O Minha Casa, Minha Vida fez a venda de imóveis bater recorde em 2025. Por isso, já contribuiu com os resultados das construtoras de baixa e média renda no ano passado.
A Cury, por exemplo, teve um lucro recorde de R$ 270 milhões no quarto trimestre. Já a MRV saiu do prejuízo e lucrou R$ 41,4 milhões no trimestre, com uma ajuda significativa das vendas voltadas ao MCMV.