Magazine Luiza (MGLU3): Ações atingem menor valor desde 2017
Papel fechou a R$ 9,15 na quarta-feira (23), depois que o Citi cortou o preço-alvo.

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) já chegaram a ser negociadas por R$ 272,30. Contudo, fecharam o pregão dessa quarta-feira (23) cotadas por apenas R$ 9,15. É o menor valor em mais de sete anos.
📉 Segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria, os papéis do Magazine Luiza derreteram 96,58% desde a máxima histórica de R$ 272,30, registrada em 5 de novembro de 2020. Com isso, atingiram o menor valor desde 22 de junho de 2017, quando fecharam cotados por R$ 9,10.
O baque reflete o momento desafiador enfrentado pelo varejo brasileiro. O setor é pressionado pelos juros altos, pela inflação e pelo aumento da concorrência, que cresceu sobretudo depois da entrada de gigantes asiáticas no e-commerce brasileiro.
💲 Diante disso, as expectativas de mercado não são as melhores. Na quarta-feira (23), por exemplo, as ações do Magazine Luiza bateram nos R$ 9,15, o menor valor desde junho de 2017, depois que o Citi cortou o preço-alvo para o papel, de R$ 18 para R$ 11,50.
O banco avalia que o atual cenário econômico pode limitar o crescimento das operações de mercadorias próprias e marketplace. Além disso, pontua que as taxas de juros elevadas pressionam as despesas financeiras e o lucro líquido da companhia. Por isso, reduziu em 25% a projeção para o lucro líquido de 2025, para R$ 516 milhões.
Por outro lado, o Citi destaca a melhora das margens e a recuperação das físicas do Magazine Luiza. Por isso, mantém uma postura neutra para o papel.
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Magalu já teve "recuperação espetacular"
O CEO da Elos Ayta Consultoria, Einar Rivero, lembrou também que esta não é a primeira vez que as ações da varejista sofrem tamanha desvalorização.
"Após o seu IPO, o papel caiu 93,52% até o seu mínimo histórico de R$ 0,30, registrado em 14 de dezembro de 2015", contou, ressaltando que a ação teve uma "recuperação espetacular" depois disso.
"Desde o seu ponto mais baixo, em dezembro de 2015, até a máxima de novembro de 2020, a Magazine Luiza teve uma valorização de 91,736%, transformando a empresa em uma das queridinhas do mercado", lembrou Einar Rivero.
📈 Fica a dúvida, portanto, se o Magazine Luiza conseguirá dar a volta por cima novamente e voltar a brilhar na B3. Nesta quinta-feira (24), pelo menos, o papel tentava reverter o tombo da véspera e subia 2,73% às 15h, a R$ 9,40. Além disso, o CEO da varejista, Fred Trajano, garante que está trabalhando para isso.
Em entrevista publicada nesta semana pelo "Insight" da "Revista Exame", Fred Trajano disse que o Magalu vem trabalhando para diversificar os seus resultados, a fim de torná-lo menos cíclico e dependente das taxas de juros desde 2020 e está perto de concluir esse ciclo.
"O ciclo do ano que vem é quando a consegue concluir a construção desse ecossistema e a construção de um negócio que tenha uma base de resultados com margens maiores e menos cíclicas", disse o CEO do Magalu.
Ele ainda avaliou que "não é tudo que está ruim" no Brasil e disse que o varejo, por exemplo, "está muito acelerado". Por isso, afirmou que a companhia vai dar lucro, mesmo com a alta dos juros.
A varejista teve sete trimestres consecutivos de prejuízo, entre o primeiro trimestre de 2022 e o terceiro trimestre de 2023. Contudo, vem entregando resultados positivos desde o final do ano passado.
No primeiro semestre deste ano, por exemplo, teve um lucro líquido ajustado de R$ 67,3 milhões, contra o prejuízo de R$ 508,3 milhões do mesmo período de 2023. Os resultados do terceiro trimestre serão publicados no próximo dia 7 de novembro.

MGLU3
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