Lei Magnitsky: Algum banco brasileiro pode sair ganhando?
O movimento tende a beneficiar as maiores instituições financeiras nacionais no médio prazo.

🏦 Num cenário em que cada decisão regulatória pode mexer com bilhões em ativos, a hipótese de o Brasil adotar mecanismos semelhantes à Lei Magnitsky acende um sinal amarelo, e também uma janela de oportunidade. Enquanto investidores calculam perdas e ganhos, especialistas analisam que o impacto pode ser favorável em uma segunda vista.
Segundo Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos, o movimento tende a beneficiar as maiores instituições financeiras nacionais no médio prazo. "Os bancos grandes e bem estruturados acabam atraindo mais clientes, enquanto os menores ou com controles mais fracos podem perder espaço, porque ficam mais expostos a risco de terem suas operações travadas lá fora. E mais que bancos, quem ganha com leis globalmente respeitadas é o investidor e o cidadão”, avaliou.
Leia também: Banco do Brasil (BBAS3) não bloqueou cartões de Moraes, diz site
Na avaliação de Patzlaff, instituições como Itaú (ITUB3), Bradesco (BBDC4), Santander (SANB11) e BTG (BPAC11) estão mais bem posicionadas para absorver esses fluxos. Isso porque primeiro são bancos que contam com equipes e sistemas capazes de avaliar se uma operação pode dar problema.
💸 Segundo, porque têm mais portas abertas no exterior, o que facilita transações em dólares e euros, enquanto os menores podem perder essas conexões sob pressão de sanções. E terceiro, porque já possuem reputação de estabilidade e previsibilidade, o que leva investidores estrangeiros e multinacionais a preferirem suas operações para evitar riscos de bloqueio, explicou o especialista.
Já o advogado Arcênio Rodrigues Da Silva ressaltou o papel estratégico dos bancos públicos nesse cenário. “Sem depender da mesma forma da aprovação de capitais estrangeiros, esses bancos podem assumir a função de guardiãs da soberania financeira, absorvendo operações que não encontram espaço nas privadas. O benefício não está em resultados contábeis, mas no fortalecimento da autonomia do país diante de pressões externas”, avaliou.

21 ações que pagarão mais dividendos em 2025, segundo BTG Pactual
Veja a lista de companhias brasileiras que podem garantir uma boa renda passiva

2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.

Ações brasileiras: Qual empresa subiu quase 40% e quem evaporou 55% em abril? Veja os destaques do Ibovespa
Uma varejista surfou o mês embalada por troca em seu conselho de administração e uma companhia área tem perdido bastante valor de mercado

Selic a 15% ao ano: Quanto rende o seu dinheiro em CDB, LCA, LCI, Tesouro Selic?
Embora ainda haja dúvidas se os juros podem permanecer em 14,75% ao ano, o Investidor10 apresenta as projeções para a renda fixa

Selic a 10,75%: Quanto rende o seu dinheiro em LCA e LCI
Saiba como está a rentabilidade da renda fixa bancária isenta de imposto de renda

Barsi da Faria Lima faz o alerta: Selic em 2025 subirá a 'patamares esquecidos'
Fundo Verde, liderado por Luis Stuhlberger, já acumula valorização superior a 26.000% desde 1997 e revela estratégia de investimentos para este ano

WEG (WEGE3) pode bater ROIC de 38% em 2025; saiba se analistas investem
Indicadores fundamentalistas favoráveis e cenário de dólar acima dos R$ 6 dão indícios para a ação que já disparou +45% em 20224

Renda fixa isenta de IR: FS Bio recompra CRAs pagando IPCA+ 11% ao ano
Crise no crédito de empresas do agronegócio faz taxas dispararem e preços dos títulos caírem na marcação a mercado