PicPay (PICS) cai 17% após IPO: o que deu errado na estreia em NY?
A fintech dos irmãos Batista captou US$ 500 milhões, com ações precificadas no topo da faixa indicativa, entre US$ 16 e US$ 19.
Os jovens que acompanham Joesley Batista nas redes sociais talvez nem conheçam o passado do empresário. Outrora preso na operação Lava Jato, o magnata deu uma reviravolta e agora tem duas empresas listadas na bolsa de valores dos Estados Unidos.
Com a listagem do PicPay (PICS) na última semana, Batista sela uma história de sucesso recente. Além dela, ele também é um dos sócios da JBS (JBSS32), que recentemente migrou seus papéis da B3 para a NYSE.
No Instagram e no LinkedIn, ele performa também como influenciador digital, acumulando mais de 200 mil seguidores. Suas publicações se revezam entre conteúdos corporativos, celebrações familiares e fotos com personalidades importantes do mundo dos negócios.
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Batista foi preso diversas vezes entre 2017 e 2019 em investigações que apuravam crimes contra o erário. Ele, inclusive, chegou a ser delator em processos e foi pego gravando o ex-presidente Michel Temer, quando a frase “tem que manter isso aí” ficou conhecida.
Desde então, ele passou por um processo de rebranding, maneira como se apelida a limpeza de imagem. Nos bastidores, ficou bastante tempo em silêncio, com poucas aparições em público.
Ele voltou a surgir no noticiário no ano passado, no contexto da guerra tarifária entre Estados Unidos e Brasil. Segundo a imprensa, ele teria negociado o encontro entre Donald Trump e Lula, que deu o pontapé para a derrubada do tarifaço nas exportações do Brasil.
Nesta semana, quem olhou o perfil dele na internet se deparou com várias publicações sobre a chegada do PicPay à Nasdaq. “Um marco que carrega muito trabalho, coragem e determinação”, escreveu ele, em um vídeo no qual aparece tocando a campainha da bolsa norte-americana.
O PicPay alcançou o principal balcão de ações do mundo com suas ações precificadas em US$ 19, no topo da faixa indicativa. Com isso, a companhia levantou cerca de US$ 500 milhões e acabou com um jejum de quase quatro anos sem IPOs de empresas brasileiras.
O fato é que nem Joesley nem seu irmão Wesley devem mais nada à Justiça, já que cumpriram as penas ou tiveram os processos arquivados. Agora, o objetivo tem sido aumentar ainda mais o patrimônio da família e, por isso, estão de olho na Venezuela, que recentemente sofreu intervenção dos Estados Unidos.
A fintech dos irmãos Batista captou US$ 500 milhões, com ações precificadas no topo da faixa indicativa, entre US$ 16 e US$ 19.
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Instituição financeira brasileira mira captar até US$ 828 milhões na bolsa de valores americana.
O banco, controlado pela família Batista, estreou na Nasdaq nesta quinta-feira (29).
Ações foram precificadas no topo da faixa, a US$ 19; empresa negocia com o ticker PICS
A operação representa a primeira listagem de uma empresa brasileira no mercado americano desde 2021.
O aviso está relacionado a processos e investigações civis e criminais que envolvem os irmãos Batista, e o grupo J&F.
O banco digital quer estrear na Nasdaq ainda em janeiro, sob o ticker PICS.
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