JBS (JBSS32) libera reajuste salarial de 33% para pôr fim a greve nos EUA

Acordo vale para 3,8 mil trabalhadores da fábrica de carne bovina de Greeley, no Colorado.

Publicado em 13/04/2026 às 12:30h Publicado em 13/04/2026 às 12:30h por Marina Barbosa
JBS disse que acordo ficou dentro da sua proposta (Imagem: Divulgação)
JBS disse que acordo ficou dentro da sua proposta (Imagem: Divulgação)
A JBS (JBSS32) conseguiu chegar a um acordo para pôr fim à greve de trabalhadores que paralisou por três semanas as atividades de uma das suas principais fábricas nos Estados Unidos.
💲 Os trabalhadores da fábrica de processamento de carne bovina de Greeley, no ‌Colorado, estavam de braços cruzados desde o final de março, para cobrar reajustes salariais que acompanhem o avanço da inflação e o pagamento de equipamentos de proteção pela empresa.
O movimento chegou ao fim nesse domingo (12), depois que um novo acordo coletivo de trabalho foi costurado entre o sindicato UFCW Local 7 (United Food and Commercial Workers Local 7) e a JBS.
O acordo garante um aumento salarial de quase 33% para os 3,8 mil trabalhadores da fábrica nos próximos dois anos, além do pagamento de um bônus de US$ 750.
De acordo com o sindicato, o texto ainda protege os trabalhadores contra aumentos nos custos de assistência médica e deixa claro que a JBS tem a obrigação de pagar pelos seus equipamentos de proteção individual.
Por isso, foi classificado pelo UFCW Local 7 como um "contrato com todos os benefícios, inúmeras melhorias e nenhuma concessão".

O que diz a JBS?

🏭 Em nota, a JBS disse que está "satisfeita por finalmente ter chegado a um acordo" que permita a normalização das operações da fábrica de Greeley.
"Com o acordo agora finalizado, a JBS USA espera restabelecer a estabilidade, apoiar sua força de trabalho e continuar investindo nas instalações de Greeley no futuro", comentou.
A companhia disse ainda que os termos do acordo não mudaram muito em relação a sua última proposta e ressaltou que o sindicato concordou em retirar sete acusações de supostas práticas injustas de trabalho contra a empresa.
"O acordo final permanece integralmente dentro da estrutura econômica apresentada pela JBS USA meses atrás, sem quaisquer termos econômicos adicionados ou ampliados em relação à última, melhor e definitiva oferta da empresa", afirmou.
Por outro lado, a JBS disse estar decepcionada com a decisão do sindicato local de retirar do texto benefícios previdenciários que haviam sido desenhados para fortalecer a segurança da aposentadoria a longo prazo dos funcionários.
"A empresa sente-se aliviada por poder seguir em frente e restabelecer a estabilidade para os membros da equipe. Ao mesmo tempo, a JBS USA discorda veementemente da decisão da liderança do Local 7 de abrir mão do plano de pensão histórico que havia sido garantido para os trabalhadores de outras grandes unidades da JBS em todo o país", declarou. 
Segundo a JBS, o sindicato local optou por realocar as contribuições previdenciárias para os salários, o que permitiu o reajuste salarial de quase 33%.

Greve histórica

A greve em Greeley foi a primeira a atingir um frigorífico dos Estados Unidos em 40 anos e ocorreu em meio a um momento delicado para o setor de carne bovina americana.
Os preços de carne bovina bateram recorde nos Estados Unidos neste ano, depois que secas prolongadas reduziram a oferta -problema que se agravou em meio à greve na JBS e ao fechamento de fábricas da Tyson Foods.
Em nota, o sindicato local disse que a greve não terminou na mesa de negociação, já que o movimento levou à apresentação de um projeto de lei que livra os trabalhadores do setor da responsabilidade de comprar seus equipamentos de proteção pessoal no Colorado.

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