Ibovespa retoma os 128 mil pontos e dólar cai a R$ 6,04

Mercado espera que cirurgia de Lula não atrapalhe pacote fiscal e aguarda nova alta da Selic.

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Publicado em 10/12/2024 às 18:17h - Atualizado 3 meses atrás Publicado em 10/12/2024 às 18:17h Atualizado 3 meses atrás por Marina Barbosa
Ibovespa fechou no maior patamar do mês (Imagem: Shutterstock)
Ibovespa fechou no maior patamar do mês (Imagem: Shutterstock)

O Ibovespa recuperou os 128 mil pontos e o dólar cedeu para os R$ 6,04 nesta terça-feira (10), com o mercado monitorando o estado de saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o pacote fiscal e a inflação.

📈 O principal índice da B3 avançou 0,80% e fechou aos 128.228 pontos. É o maior patamar de fechamento desde 26 de novembro. Já o dólar caiu 0,58% e terminou o dia negociado por R$ 6,047.

Nesta terça-feira (10), o mercado ficou de olho no quadro médico do presidente Lula, que passou por uma cirurgia de emergência devido a uma hemorragia no crânio, decorrente do acidente doméstico sofrido em outubro.

Analistas avaliam, por sua vez, que a internação não deve atrapalhar a tramitação do pacote fiscal no Congresso Nacional. Além disso, o mercado reagiu ao resultado da inflação de novembro, que desacelerou para 0,39%.

💲 Apesar desse recuo, a inflação segue ultrapassando o teto da meta perseguida pelo Banco Central. Por isso, a expectativa é de uma nova alta da Selic nesta quarta-feira (11).

A maior parte do mercado acredita que o Copom (Comitê de Política Monetária) vai elevar a Selic em 0,75 ponto percentual, para 12%. Contudo, alguns analistas já trabalham com a hipótese de uma alta de 1 ponto percentual, que levaria a Selic para 12,25%.

A XP, por exemplo, lembrou que as expectativas de inflação estão cada vez mais longes da meta e, por isso, avaliou que "a conjuntura parece suficientemente aguda para que o Copom opte por elevar a taxa Selic em 1,00 p.p.".

EUA

Já nos Estados Unidos, os investidores operaram com cautela, no aguardo da inflação de novembro, que sai nesta quarta-feira (11). Por isso, as bolsas fecharam no vermelho. Veja:

  • Dow Jones: -0,41%;
  • S&P 500: -0,30%;
  • Nasdaq: -0,25%.

Altas

A Petrobras (PETR4) subiu 0,37% e, com isso, fechou cotada a R$ 40,19, perto da máxima histórica de R$ 40,52.

Os grandes bancos subiram em bloco e também ajudaram o Ibovespa. Destaque para o Bradesco (BBDC4), que saltou 1,96% e foi uma das ações mais negociadas do dia na bolsa.

Já a Gol (GOLL4) decolou 12,00% depois de dizer que apresentará um plano inicial de reestruturação financeira e operacional que prevê a captação de novos recursos e a redução da dívida.

Veja outras altas do dia:

Baixas

Por outro lado, a maior parte dos frigoríficos da B3 fechou em queda. A JBS (JBSS3), por exemplo, recuou 3,91% e a BRF (BRFS3) perdeu 3,28%.

As produtoras de papel e celulose também tiveram um dia de perdas. A Suzano (SUZB3), por exemplo, caiu 3,06%. E a Klabin (KLBN11) cedeu 0,98% mesmo projetando um aumento da produção em 2025.

Veja outras baixas do dia: