GPA (PCAR3) pede recuperação extrajudicial para renegociar dívidas

A empresa destacou que suas lojas continuarão operando normalmente, uma vez que as operações são consideradas saudáveis.

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Publicado em 10/03/2026 às 08:25h - Atualizado Agora Publicado em 10/03/2026 às 08:25h Atualizado Agora por Elanny Vlaxio
O anúncio foi feito nesta terça-feira (10)(Imagem: Shutterstock)
O anúncio foi feito nesta terça-feira (10)(Imagem: Shutterstock)
💲 O GPA (PCAR3) informou ao mercado que celebrou um acordo com seus principais credores para apresentar um plano de recuperação extrajudicial, com o objetivo de renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas. A decisão foi tomada com autorização unânime do Conselho de Administração.
O plano envolve determinadas obrigações de pagamento sem garantia que não constituem obrigações correntes ou operacionais da empresa. Ficam expressamente excluídas do processo as obrigações correntes com fornecedores, parceiros e clientes, além das obrigações trabalhistas, que não serão afetadas pela medida, diz o comunicado.
O acordo foi firmado entre a companhia e credores que representam 46% do total dos créditos sujeitos ao plano, equivalente a aproximadamente R$ 2,1 bilhões. De acordo com a empresa, o plano tem efeitos imediatos, prevendo a suspensão das obrigações da companhia junto aos credores envolvidos e estabelecendo um ambiente de negociação por 90 dias. 
🤑 Durante esse período, a companhia pretende obter o apoio da maioria dos credores sujeitos ao processo e buscar uma solução estruturada que trate tanto da liquidez de curto prazo quanto da sustentabilidade financeira no longo prazo. A administração afirmou que a iniciativa representa um passo importante para fortalecer o balanço e melhorar o perfil de endividamento.
O GPA também destacou que suas lojas continuarão operando normalmente, uma vez que as operações são consideradas saudáveis e a companhia está em dia com suas obrigações junto a fornecedores, clientes e parceiros, que não fazem parte do processo de recuperação extrajudicial.
💸 Lembrando que o GPA fechou o 4T25 com resultado negativo, mas com sinais de recuperação. O prejuízo líquido consolidado foi de R$ 569 milhões, uma redução de 48,4% em relação ao mesmo período de 2024. E, considerando apenas as operações continuadas, o prejuízo foi de R$ 523 milhões, uma melhora de 29,0% na comparação anual.

PCAR3

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