BRB, o Banco de Brasília (BSLI4), atrasará resultados do 4T25? Estatal abre o jogo
Instituição financeira anda na corda bamba em 2026, diante de seus negócios com o Banco Master.
Nesta sexta-feira (27), o governo do Distrito Federal enviou um ofício ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos) pedindo R$ 4 bilhões em empréstimo. O valor seria usado para capitalizar o BRB (BSLI4), que vem passando por uma crise de liquidez sem precedentes.
De acordo com o documento, o objetivo é "assegurar a continuidade de serviços financeiros essenciais, o apoio a políticas públicas e a preservação de condições adequadas de liquidez e capital do BRB". O comunicado, assinado pelo governador Ibaneis Rocha, pede uma carência de 1 ano e 6 meses para o início do pagamento, que traria parcelas semestrais.
Para garantir a operação, o DF coloca nove imóveis públicos no pacote, além das ações que mantém em estatais, como o próprio BRB. Rocha afirma que vai "cooperar com as tratativas e fornecer informações e documentos necessários para avaliação de viabilidade, risco, estrutura e salvaguardas".
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O pedido do governo vem alguns dias antes do fim do prazo dado pelo Banco Central para que a instituição financeira mostre como pretende cobrir o rombo deixado pelas aplicações do Banco Master. O BRB foi um dos que compraram títulos frios da empresa de Daniel Vorcaro, hoje liquidada extrajudicialmente.
O Palácio do Buriti já destacou que não possui dinheiro em caixa para salvar a estatal, portanto, a saída seria recorrer ao órgão que garante os reembolsos de correntistas e investidores. O valor necessário para montar a reserva financeira do banco pode chegar a R$ 13 bilhões, conforme um relatório independente.
“[Os objetivos são] "reforçar a posição de capital do BRB, elevando a resiliência a choques e assegurando continuidade de negócios; fortalecer a confiança de depositantes, investidores e contrapartes, mitigando riscos de contágio; preservar condições de liquidez em patamares compatíveis com a estratégia de gestão de ativos e passivos do banco; e contribuir para a manutenção da estabilidade do Sistema Financeiro Nacional", continua o documento.
Os investidores receberam a notícia do potencial empréstimo com entusiasmo, fazendo com que as ações operem com alta na bolsa de valores. Por volta das 16h, os papéis avançavam 1%, cotados em R$ 4,20.
Mesmo com o movimento desta sexta, o desempenho anual do ticker está bem abaixo do esperado pelos acionistas. Isso porque, apenas em 2026, o banco já perdeu 40% do seu valor de mercado.
Instituição financeira anda na corda bamba em 2026, diante de seus negócios com o Banco Master.
A instituição destacou que vem conduzindo estudos técnicos sobre a estruturação de sua base de capital.
O banco alega que Costa acumulou inadimplência em quatro operações de crédito firmadas com a instituição ao longo de três anos.
FII deve reunir 9 imóveis avaliados em US$ 6,5 bi, que devem ser cedidos pelo Distrito Federal.
O aumento de capital também prevê uma subscrição mínima de R$ 529 milhões.
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, anunciou a medida após 11 horas de reunião na Câmara Legislativa do DF.
Decisão busca o ressarcimento dos prejuízos sofridos pelo BRB em transações com o Master.
Ideia é emitir até 1,675 bilhão de novas ações ordinárias, a um preço de R$ 5,29 cada.
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