EUA interceptam navio no Caribe e Rússia sobe o tom

Embarcação que saia da Venezuela tinha bandeira da Rússia, o que fez com que Moscou falasse em pirataria.

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Publicado em 07/01/2026 às 14:28h - Atualizado 14 horas atrás Publicado em 07/01/2026 às 14:28h Atualizado 14 horas atrás por Wesley Santana
Navio trafegava no mar perto de Maracaibo, Venezuela (Imagem: Shutterstock)
Navio trafegava no mar perto de Maracaibo, Venezuela (Imagem: Shutterstock)

Nesta quarta-feira (7), os Estados Unidos interceptaram um navio petroleiro no Mar do Caribe. A embarcação tinha bandeira da Rússia, mas saía da Venezuela com barris de petróleo.

"O Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna, em coordenação com o Departamento de Guerra, anunciam hoje a apreensão do navio M/V Bella 1 por violar sanções dos EUA. A embarcação foi apreendida no Atlântico Norte de acordo com um mandado emitido por um tribunal federal dos EUA, após ter sido rastreada pelo [navio] USCGC Munro", afirmou em comunicado o Comando europeu do Exército norte-americano.

Horas depois, o governo da Rússia se pronunciou sobre o caso, confirmando que perdeu o navio depois da abordagem dos EUA. Moscou também disse que a apreensão viola o direito internacional.

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"De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, a liberdade de navegação aplica-se em alto mar, e nenhum Estado tem o direito de usar a força contra embarcações devidamente registradas nas jurisdições de outros Estados", afirma o comunicado.

Embora a fala pública tenha sido mais cautelosa, dentro do governo russo o tom é outro. Alguns dos principais parlamentares governistas classificaram a ação dos EUA como “pirataria escancarada”, conforme publicou a agência Reuters.