Eneva (ENEV3) vai comprar 4 termelétricas do BTG (BPAC11)
Acordo passa de R$ 1 bilhão, mas ainda depende de algumas condições, como uma oferta de ações.

A Eneva (ENEV3) fechou um acordo para a compra de quatro usinas termelétricas do BTG Pactual (BPAC11). Os negócios somam mais de R$ 1 bilhão, mas, segundo a companhia, devem gerar um "fluxo de caixa robusto e concentrado no curto prazo".
🤝 Eneva e BTG negociavam a venda das usinas térmicas para geração de energia elétrica desde julho, mas só confirmaram o fechamento do negócio nesta sexta-feira (6). Foram três acordos diferentes, veja:
- compra de 50% da Geradora de Energia do Maranhão por R$ 306 milhões, com a possibilidade de um pagamento adicional de R$ 129 milhões;
- compra de ações representativas de 100% da Linhares Brasil Energia Participações por R$ 640 milhões, com a possibilidade de parcelas adicionais de R$ 56 milhões e R$ 43 milhões, além da compra de debêntures emitidas pela térmica por R$ 215 milhões;
- incorporação da Tevisa Termelétrica Viana e da Povoação Energia, por meio de um acordo de associação e de uma reorganização societária com a emissão de ações pela Eneva.
As operações já foram aprovados pelo BC (Banco Central) e pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Contudo, ainda dependem de alguns condicionantes.
💰 Uma dessas condições é a capitalização da Eneva, que pretende captar até R$ 4,2 bilhões por meio de uma oferta subsequente de ações (follow-on) para acelerar seu plano de negócios e realizar aquisições como as das térmicas Linhares e Gera Maranhão.
Já a incorporação da Tevisa e da Povoação Energia depende da aprovação dos acionistas. Por isso, a Eneva convocou uma assembleia geral sobre o assunto para o próximo dia 30 de setembro.
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Ao anunciar a assembleia, a companhia afirmou que esta é uma "oportunidade relevante de geração de valor para a Eneva e os seus acionistas".
A companhia explicou que as usinas são "ativos termelétricos operacionais e contratados em leilões de energia ou de capacidade, com receita fixa decorrente de contratos de disponibilidade para compra e venda de energia elétrica ou potência no mercado regulado e sem obrigações financeiras significativas de CAPEX".
De acordo com a Eneva, esses negócios podem trazer um "fluxo de caixa robusto e concentrado no curto prazo" e o acordo de associação com o BTG ainda prevê que a companhia será a plataforma de investimentos do banco em em participações societárias em ativos de geração de energia elétrica e gás natural no Brasil.

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