Copel quadruplica base de investidores após mudanças na estrutura de capital
Migração para o Novo Mercado impulsiona número de acionistas da estatal.
A Copel (CPLE6) informou nesta quarta-feira (10) que sua subsidiária, a Copel Geração e Transmissão S/A, terminou de pagar o que devia aos investidores de renda fixa que aplicaram dinheiro em suas notas comerciais.
Cada título de dívida corporativa dá direito ao recebimento de aproximadamente R$ 539, sendo R$ 39,01 correspondentes aos juros da aplicação financeira, além dos R$ 500 que entram como a devolução do principal emprestado à companhia elétrica.
No caso, a subsidiária da Copel havia captado R$ 1 bilhão ao emitir notas comerciais em setembro de 2022, com vencimento em três anos e remuneração de CDI+ 1,22% ao ano. Do total, R$ 600 milhões tinham regime de garantia firme, ao passo que o saldo restante tinha melhores esforços de colocação no mercado.
A estatal havia pegado esse dinheiro emprestado dos investidores de renda fixa justamente para garantir a amortização parcial de sua terceira, quarta e quinta emissões de debêntures, além de atendimento de obrigações diversas de curto prazo, incluindo compra de energia, obrigações regulatórias e dividendos.
Para quem não sabe, as notas comerciais são mais um tipo de investimento em renda fixa, sobretudo voltado para que empresas consigam se financiar no curto prazo. As Notas Comerciais não possuem cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), assim como as debêntures, que costumam ter prazos de vencimento longos.
A Companhia Paranaense de Energia, conhecida como Copel, atende diretamente a 4,7 milhões de unidades consumidoras em 395 municípios e mais de 1.100 localidades no Paraná, demonstrando sua importância na infraestrutura energética do estado. O portfólio de produtos e serviços da estatal inclui geração, transmissão, distribuição de energia e telecomunicações.
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em CPLE6 há cinco anos, hoje você teria R$ 3.037,90, já considerando o reinvestimento dos dividendos. A simulação também aponta que o Ibovespa teria retornado R$ 1.440,70 nas mesmas condições.
Leia mais: Renda fixa: Debêntures incentivadas devem se livrar de taxação proposta pelo governo
Migração para o Novo Mercado impulsiona número de acionistas da estatal.
Além dos pagamentos efetivos, duas empresas definem datas de corte para dividendos ao longo da semana.
Para o JPMorgan, a Copel oferece hoje o maior potencial de valorização do grupo de empresas analisado, chegando a 19,4%.
A Copel vai encerrar as negociações da CPLE6, para unificar as ações preferenciais.
Saiba qual é o cronograma de recebimento dos valores pela elétrica mediante o negócio.
Debenturistas que participaram das 5ª e 9ª emissão de dívidas da estatal têm direito à bolada em dinheiro.
Acionistas que exercerem o direito de retirada devem receber um valor de R$ 8,64 por ação.
Com a unificação, a companhia passa a ter apenas ações ordinárias, alinhando-se às exigências do Novo Mercado.
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