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Na última quarta-feira (16), a Saks Global entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. A empresa pede proteção para dívidas que somam bilhões de dólares, conforme destaca a imprensa norte-americana.
A empresa seguiu pelo tradicional caminho do Chapter 11, que é um dispositivo previsto na legislação dos EUA. Desta forma, pretende deixar a RJ ainda neste ano, depois de conseguir chegar a um acordo com seus credores.
O primeiro passo foi dado também na quarta, quando a Saks informou que conseguiu vender US$ 1,7 bilhão em títulos e garantir parte do dinheiro para pagar suas pendências. O dinheiro também será usado para financiar a operação das lojas e o pagamento de seus funcionários neste momento de baixa.
No pedido enviado à Justiça, a Saks afirma que tem enfrentado problemas com os fornecedores, que pararam de enviar produtos para venda por causa da falta de pagamento. A empresa, portanto, entende que suas prateleiras estão esvaziadas por causa desta pausa.
A decisão pela RJ acontece poucas horas depois que o CEO Richard Baker entregou o pedido de demissão. Em seu lugar, assumiu Geoffroy van Raemdonck, ex-presidente executivo da Neiman Marcus, que deve conduzir a companhia durante todo o processo.
A primeira loja da Saks foi inaugurada em 1867, mas a marca ganhou tração em 1924, quando inaugurou sua unidade da Quinta Avenida, em Nova Iorque. Desde então, ganhou novas filiais por todos os EUA, sempre focando em regiões que pudessem captar a atenção do público consumidor de itens de luxo.
Desde então, falar o nome da marca virou sinônimo de consumo de alta renda, já que a empresa vende produtos das principais marcas para este segmento social.
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Apesar do esforço da Saks para manter as operações em dia, a Amazon está pedindo a suspensão da RJ. O e-commerce entrou com uma ação na Justiça alegando que a marca quebrou um acordo firmado há alguns meses e que pode ser prejudicada com a proteção contra dívidas.
No documento enviado à Justiça, a big tech detalha o contrato entre as duas marcas e diz que a Saks queimou muito dinheiro ao longo de 2025. Desta forma, o investimento de US$ 475 milhões feito na companhia em dezembro de 2024 está praticamente sem valor neste momento.
"A Saks continuamente falhou em cumprir seus orçamentos, gastou centenas de milhões de dólares em menos de um ano e acumulou centenas de milhões em faturas não pagas devidas a seus parceiros varejistas”, diz.
No processo de reestruturação, a Amazon deve ficar no fim da fila de pagamentos, que prioriza outras categorias de credores. Estima-se que a marca de Jeff Bezos tenha quase US$ 1 bilhão para receber ao longo dos próximos oito anos.
Embora independentes, os problemas financeiros da Saks afetam empresas de luxo importantes, como Chanel, Gucci e LVMH. Isso porque elas estão na lista de credores, com pagamentos em aberto que passam de US$ 220 milhões de forma conjunta.
Por isso, o principal objetivo da presidência da Saks neste momento será tentar fazer as pazes com seus fornecedores. Por serem créditos sem garantia, no âmbito da RJ, esse tipo de pagamento é o último a ser feito aos credores, o que dificulta que a empresa volte a ter produtos das marcas em suas prateleiras no curto prazo.
O primeiro passo deste movimento foi trazer uma equipe especializada para dentro de casa, composta por nomes que conduziram outros processos como esse. Além do novo CEO, Brandy Richardson chega como diretor financeiro, enquanto Darcy Penick assume como diretor comercial.
A RJ da Saks põe em xeque não só a estratégia da companhia, mas também todo um setor que vem lutando para se manter de pé em tempos de juros altos em vários países. Segundo dados da Coresight Research, este negócio entrou em declínio nos EUA e, só em 2025, registrou o fechamento de mais de 8 mil lojas físicas.
No caso específico da Saks, a empresa ainda navega em um mar que tem secado cada vez mais, que é o de redes de luxo. Nos últimos anos, as fabricantes que operam neste setor têm apostado na estratégia de terem suas próprias sucursais, o que diminui a circulação dos clientes de alta renda nas lojas de departamento, por exemplo.
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