Como criptomoedas lastreadas no dólar destravam recorde ao Ethereum (ETH)?
Crescimento dos stablecoins está relacionado com o fato da segunda maior cripto do mundo ter batido máxima de 2021.
A segunda maior criptomoeda do mundo, o Ethereum (ETH), teve um final de semana para recordar, já que no último domingo (24) atingiu uma nova cotação máxima a US$ 4.953,73, superando o topo histórico anterior de US$ 4.935,23, mantido desde o dia 16 de novembro de 2021. E as criptomoedas lastreadas em dólar estão por trás desse rali.
Conhecidas como stablecions, esses criptoativos estão se popularizando rapidamente porque já são lastreados em moedas do mundo real, principalmente o dólar americano. Dessa forma, essas moedas virtuais garantem que seu valor permaneça estável, tornando-as atraentes tanto para investidores quanto para quem busca um meio de pagamento menos volátil.
E sabe como o Ethereum entra nessa história de stablecoins? A rede blockchain concentra a maior fatia de liquidez e emissão das criptomoedas lastreadas em dólar, o que, consequentemente, aumenta a popularidade do ETH, gerando mais taxas e queima de tokens. Tudo isso ajuda a valorizar e melhorar os fundamentos do Ethereum no médio prazo.
Leia mais: Ethereum (ETH) bate máxima e deixa Bitcoin (BTC) comendo poeira no curto prazo
ETH aproveita nova onda
Para André Franco, CEO da Boost Research, existem várias provas de que o mercado de stablecoins anda aquecido não somente em 2025, como deve manter um fluxo de trilhões de dólares nos próximos anos.
"Afinal de contas, a MetaMask lançou recentemente um stablecoin em dólares na rede blockchain da Ethereum, com futura função de débito e cartão de crédito em operação. Nada mais útil do que as pessoas que têm uma carteira de criptomoedas usarem o cartão de crédito com o saldo que tiver dentro dessa carteira. Depois do Genius Act, as coisas só avançaram bastante", comenta o especialista em criptoativos ao Investidor10.
Franco também destaca a previsão da Coinbase (COIN), uma das maiores corretoras de criptos do mundo, a qual enxerga o mercado de stablecoins movimentando US$ 1,2 trilhão até 2028 e impactando a dívida pública dos Estados Unidos.
Segundo o empresário, se as criptomoedas lastreadas em dólar chegarem nesse patamar, o mercado teria uma demanda por títulos americanos muito forte e isso ajudaria a sustentar a Casa Branca, dado que financia o governo americano essa demanda por stablecoins, e mais uma vez, o Ethereum.
Nesta terça-feira (26), o ETH registrava baixa de −1,2% no acumulado das últimas 24 horas, negociado por US$ 4.534,08 cada, por volta das 15h30 (horário de Brasília). A moeda virtual ostenta desconto de apenas −8,45% ante a sua nova máxima cravada no final de semana passado.
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em Ethereum (ETH) há seis meses, hoje você teria R$ 1.665,87. A simulação também aponta que o Bitcoin (BTC) teria retornado R$ 1.167,71 nas mesmas condições.
BTC
Bitcoin$ 90.686,51
R$ 484,27 K
$ 1,81 Trilhão
-5,19 %
-0,46%
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